Geral

Em nova vistoria, CRM consta que Hospital Infantil permanece com problemas

A vistoria ocorreu durante a reforma emergencial recomendada pelo Ministério Público
Fonte: CRM | Editor: Alinny Maria 11/01/2019 11:24
  • Vistoria no Hospital Infantil
  • Vistoria no Hospital Infantil
  • Vistoria no Hospital Infantil
  • Vistoria no Hospital Infantil
  • Vistoria no Hospital Infantil
  • Vistoria no Hospital Infantil
  • Vistoria no Hospital Infantil

O Conselho Regional de Medicina (CRM-PI) realizou mais uma fiscalização no Hospital Infantil Lucídio Portela, no Centro de Teresina, e constatou que os problemas de infiltração permanecem no prédio. A vistoria ocorreu durante a reforma emergencial no hospital que foi recomendada pelo Ministério Público do Piauí (MPPI).

O CRM ainda classificou como ‘arcaica’ a fiação elétrica do hospital, que segundo o Conselho, compromete cada vez mais a qualidade do atendimento oferecido à população. Além disso, foram encontradas falhas nos locais de repouso das equipes de saúde, falta de vários medicamentos, infiltrações e mofo em vários setores, incluindo enfermarias e consultórios médicos.

O projeto do prédio do Hospital Infantil é datado de 1947 e foi inaugurado em 1951, ou seja, a estrutura física é a mesma em uso há quase 70 anos e as poucas reformas executadas desde então não contemplam a melhoria para um hospital de referência. Atualmente, a unidade conta com 77 leitos de enfermaria e nove leitos de UTI.

Após uma interdição feita pelo Ministério Público Estadual, o governador destinou alguns recursos e atualmente está realizando reformas físicas pontuais, entre elas, a troca da fiação elétrica, que ocasionalmente gera apagões ou panes, o teto vem passando por melhorias, após graves infiltrações e comprometimento das paredes e pintura e reformas estão sendo feitas no Serviço de Referência de Triagem Néo-Natal. O CRM informa que algumas enfermarias não contam com ar condicionado e os aparelhos só poderão ser instalados, após haver um rebaixamento do teto do prédio.

A fiscalização ocorreu na quarta-feira (9) e foi acompanhada pela diretora técnica do hospital, Drª Leiva Moura. Ela afirmou que a estrutura do hospital não suporta uma ampliação física a contento e que as melhorias estão sendo feitas conforme os recursos são liberados.

Recentemente R$ 200 mil foram liberados e estão sendo usados na reforma. A fiscalização contou com a presença da presidente do CRM-PI, Drª Mírian Palha Dias Parente, do corregedor Dr. Dagoberto Barros da Silveira e dos conselheiros Drª Luíza Ivete, Drª Maria Aline, Dr. Bruno Ribeiro e Dr. Adriano Reis. Após conclusão do relatório técnico do departamento de Fiscalização do CRM-PI, medidas e prazos serão exigidos para que a população não sofra mais os danos de tantos problemas ocasionados pela falta de condições físicas ideais para a prestação dos atendimentos.

Comentários

Apoio: