Política

Dudu denuncia “indústria da multa” em Teresina

Strans não se preocupa em educar ou orientar, apenas aplicar multas
Fonte: Assessoria | Editor: Paulo Pincel 27/02/2018 20:30
Vereador Dudu (PT) Vereador Dudu (PT)Foto: Icone

O vereador Dudu (PT) tratou na sessão da Câmara Municipal de Teresina (CMT) desta terça-feira, dia 27, sobre a decisão do juiz João Gabriel Furtado Baptista, da 2ª Vara dos Feitos da Fazendo Pública de Teresina, que considerou ilegais as atuações de infrações de trânsito nas vias urbanas da capital realizadas através do sistema de videomonitoramento anteriores ao ano de 2015. Segundo Dudu, existe na cidade uma “indústria da multa” e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) não se preocupa em educar ou orientar os motoristas, mas apenas aplicar multas.

No ano passado, o vereador propôs a abertura de uma ação civil pública solicitando a imediata suspensão desse sistema de fiscalização do trânsito e a devolução dos valores das multas aplicadas. “Eu questiono aqui quantas atividades educativas sobre trânsito são realizadas em Teresina. Eu como condutor não conheço esse trabalho de educação e conscientização da população. Em contrapartida, a gente sabe que em Teresina existe uma verdadeira indústria da multa, que milhares de condutores são simplesmente punidos sem orientação para que nosso trânsito funcione para todos e que todos também cumpram as normas de trânsito”, afirmou.

De acordo com o parlamentar a decisão da Justiça é um reconhecimento aos abusos. “Essa é uma reclamação geral da população e agora a Justiça tomou essa decisão, que reconhece que a forma como a Strans trabalha é muito mais focada em arrecadação dos tributos do que para fazer nosso trânsito melhor ou mais seguro. A população está cansada e todas as vezes em que formos acionados pela população sobre o tema, vamos nos manifestar”, afirmou Dudu.

Outro ponto criticado pelo vereador durante a sessão foi o projeto de lei da Prefeitura de Teresina que cria um escritório de articulações das ações da gestão municipal em Brasília. Para Dudu, a proposta não é justificável e causa estranheza, especialmente por 2018 se tratar de um ano eleitoral.

“Causa estranheza o fato do PL 42 ser votado em regime de urgência especial. Teresina está notificada no alerta que está descumprindo a lei de responsabilidade fiscal e ela está lá no limite e esse PL 42 cria cargos, cria uma Superintendência lá em Brasília, para tocar os projetos aqui da Prefeitura. Quarto mandato do prefeito Firmino, segundo ano do quarto mandato, ano eleitoral e agora mandam para cá, pegando carona em uma votação importante que é o realinhamento do piso nacional e colocam juntos para passar despercebido nesta Casa. Isso é um absurdo”, pontou o Vereador.

Reajuste

Também durante as sessões na CMT foi aprovado o reajuste de 6,8% no piso dos professores da rede municipal de ensino. Dudu, que votou favorável ao reajuste, também propôs uma reunião entre os servidores da educação e os gestores da pasta para que os profissionais repassem outras demandas e desafios da educação em Teresina.

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