Política

Direção da Cepisa diz que demissão de servidor é normal

A Equatorial anunciou um plano de investimentos de R$ 800 milhões
Fonte: Alepi | Editor: Paulo Pincel 19/03/2019 15:51
Servidores demitidos da Cepisa na Assembleia Servidores demitidos da Cepisa na AssembleiaFoto: Caio Bruno/Alepi

Para a direção da Cepisa Equatorial, as demissões de servidores são normais e fazem parte do processo de mudança na empresa. “Existe um cronograma. No início dessa transição é sempre mais complicado, mas se tudo depende da adequação. A empresa estuda o quadro de funcionários para saber a real necessidade”, argumentou o gerente jurídico da Cepisa, Windsor Santos.

O gerente acompanhou o assessor da Presidência da Cepisa, Arquelau Siqueira Amorim Júnior, na audiência pública desta terça-feira (19), no Plenarinho da Assembleia Legislativa para falar sobre as demissões que estão ocorrendo na empresa.

“Essas dificuldades são normais no processo de transição. A Equatorial já divulgou um plano de investimentos no total de R$ 800 milhões. Assumimos o compromisso de investir em tecnologia. Isso vai melhorar até mesmo a comunicação com o usuário. As pessoas vão ter mais canais de comunicação com a empresa”, acrescentou Arquelau Siqueira.

Já o presidente do Sindicato dos Servidores da Cepisa, Paulo Sampaio, defendeu o remanejamento dos servidores da empresa. "Com a PEC, os servidores demitidos podem ser reaproveitados pelo Governo do Estado. Estamos buscando o apoio dos deputados. São pais de família que perderam os empregos e vivem situações difíceis. O total de 100 foram demitidos. E temos ainda os 600 que entraram no plano de demissão voluntária”.

Os deputados presentes à audiência solicitaram da Cepisa a suspensão imediata das demissões até a discussão aprofundada da matéria de modo a encontrar uma solução negociada para o problema.

"Os deputados pediram que as demissões possam ser suspensas. É preciso uma discussão maior. Até lá, as demissões devem ser suspensas. Mas depende da base governista. A maioria dos deputados são do governo", ponderou o deputado Evaldo Gomes (SD).

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