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Diarreia aguda mata 26 refugiados em Uganda

O fato ocorreu num centro de acolhimento de Kyangwali, no oeste do Uganda e próximo da fronteira com a República Democrática do Congo
Fonte: Noticias ao Minuto | Editor: Redação 23/02/2018 17:15
Refugiados RefugiadosFoto: TVI24 - IOL

Segundo a porta-voz da delegação em Campala do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Dunyia Aslam Khan, citada no diário Daily Monitor, as mortes ocorreram em apenas quatro dias, entre 15 e 18 deste mês. Aslam Khan adiantou que os refugiados falecidos tinham chegado recentemente ao centro de acolhimento, estando entre os cerca de 27 mil congoleses que atravessaram ao longo de uma semana o Lago Alnert, que separa o Uganda da RDCongo, para fugirem ao conflito no país.

Uganda acolhe mais de 1,4 milhões de refugiados oriundos de países vizinhos em conflito, nomeadamente Sudão do Sul, República Democrática do Congo, Burundi e Somália. A situação humanitária no Uganda é agravada sobretudo por o próprio país estar vivendo uma grave crise política e judicial provocada por denúncias que asseguram que membros do Governo têm inflacionado o número de refugiados no país para abusar dos fundos internacionais.

No início deste mês, o Daily Monitor revelou que o Governo ugandês abriu uma investigação interna para averiguar uma possível "fraude de milhões de dólares" dos fundos internacionais destinados a apoiar os centros de refugiados, com a maior fatia a vir das Nações Unidas. A delegada da ONU em Uganda, Rosa Malango, alertou o executivo ugandês, liderado pelo Presidente Yoweri Museveni (no poder desde 1986), para os problemas que podem causar as denúncias que, a confirmarem-se, poderão trazer "consequências".

Além dos abusos dos fundos internacionais, esclareceu Rosa Malango, há outras denúncias, desta vez quanto à atuação de vários funcionários públicos, que poderão estar envolvidos em operações de tráfico de seres humanos, nomeadamente de mulheres e raparigas refugiadas. Após as revelações do Daily Monitor, o Governo suspendeu quatro funcionários públicos, entre eles o comissário nacional para os refugiados, Apollo Kazunzu.

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