Política

TCE-PI julga subconcessão da Agespisa no dia 20 de abril

Ponto facultativo de quinta-feira (13) adiou a retomada do julgamento
Fonte: Paulo Pincel | Editor: Paulo Pincel 12/04/2017 08:55
Presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Olavo Rebelo Presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Olavo RebeloFoto: Paulo Pincel

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Olavo Rebelo, marcou para a quinta-feira (20), a retomada do julgamento pelo Pleno do parecer do conselheiro Kennedy Barros, relator da Medida Cautelar impetrada pelo grupo Saneamento Ambiental Aguas do Brasil, segunda colocada no processo licitatório da subconcessão da Agespisa.


Olavo Rebelo explicou que o processo deveria voltar à pauta nesta quinta-feira (13), mas haverá ponto facultativo nesta data e, portanto, o julgamento da ação foi adiada para a primeira quinta-feira após a Semana Santa.

Ontem, (11), o desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí, Sebastião Ribeiro Martins, revogou a liminar que fundamentou a decisão do Governo do Estado de assinar o contrato de subconcessão da Agespisa com a empresa Aegea Saneamento e Participações S.A. Sebastião Martins também extinguiu três agravos internos pela perda do objeto decorrente da revogação da liminar.

O desembargador já havia determinado a anulação do contrato que prevê a exploração dos serviços de abastecimento d’água e esgotamento sanitário de Teresina até 2048. A licitação internacional está orçada em R$ 1,7 milhões.

Agravo

No dia 31 de março passado, Sebastião Ribeiro Martins modificou uma decisão anterior sua suspendendo os efeitos da liminar e determinou a anulação do contrato assinado pelo Governo do Estado do Piauí e a empresa Aegea, ao julgar o Agravo Interno 2017.0001.0035464.

O contrato foi assinado um dia depois que a liminar foi concedida pelo desembargador. Os agravantes foram o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Olavo Rebelo, e o próprio TCE-PI, e agravado o Governo do Estado.

O desembargador decidiu modificar a decisão proferida no dia 21 de março desta ano, bem como revogou a liminar que suspendia os efeitos de todas as decisões do TCE-PI até o julgamento do Mandado de Segurança 2017.0001.0030909.

Com a decisão, o processo voltou à pauta do Pleno do TCE-PI, quando deverá ser conhecido o voto do conselheiro Luciano Nunes, após pedido de vistas da Medida Cautelar impetrada pelo grupo Saneamento Ambiental Águas do Brasil, onde a empresa denuncia irregularidade na análise técnica das propostas.

Decidido

O voto de Luciano Nunes não muda o placar da votação do parecer do relator, conselheiro Kennedy Barros. O TCE-PI já havia decidido, por maioria, inclusive com o voto do procurador-geral de Contas, Plínio Valente, pela procedência parcial da denúncia.

A Águas do Brasil ofereceu R$ 21 milhões a mais que a empresa vencedora, Aegea Saneamento, mas ficou em segundo lugar na licitação por conta da nota técnica.

Apressado

O Governo do Estado, representado pela Secretaria de Estado da Administração e Previdência e pela Superintendência de Parcerias e Concessões, assinou no dia 22 de março, um dia depois da liminar ser assinada pelo desembargador Sebastião Ribeiro Martins, o contrato com a Aegea.

O TCE-PI recorreu ao TJ-PI para suspender a liminar e, consequentemente, anular o conrato. No TJ-PI também havia um clima ruim por causa da pressa do governo de assinar o contrato, mesmo havendo várias ações tramitando na Justiça questionando vários pontos da análise das propostas.

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