Polícia

Delegado Barêtta avisa: "estamos muito perto"

As investigações estão bastante avançadas e o desaparecimento será elucidado
Fonte: Polícia Civil | Editor: Paulo Pincel 30/10/2017 16:39
Delegado Francisco Costa, o "Baretta" Delegado Francisco Costa, o "Baretta"Foto: Paulo Pincel

O delegado Francisco Costa, o Barêtta, coordenador da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil do Piauí, afirmou que, neste momento, não há nada que possa ser revelado à imprensa, mas que as investigações estão bastante avançadas e que o desaparecimento da estudante de Direito Camila Pereira de Abreu, 22 anos, desaparecida desde quarta-feira (25), pode ser elucidado a qualquer momento.

A Polícia Civil já dispõe de indícios suficientes para pedir a prisão preventiva do capitão-PM Allisson Wattson da Silva Nascimento, principal suspeito do desaparecimento da namorada, que pode ter sido assassinada. “Estamos perto”, resumiu o delegado, que colocou várias equipes em diligências no sentido de localizar o veículo do capitão e outras pistas relacionadas ao sumiço da jovem.

No início da tarde desta segunda-feira (30), a Polícia Militar realizou buscas nas proximidades do Restaurante Frango Dourado, na rodovia BR-343, na saída de Teresina para Altos, onde o celular da estudante foi achado pelo caseiro de um chácara.

O pai de Camila, Jean Carlos Rodrigues, pediu que Allisson Nascimento indique onde a filha está. Segundo Jean Rodrigues, o casal vivia um relacionamento conturbado. E ele já tinha pedido para a filha terminar o namoro.

“Já tinha dito que não dava certo. Porque o pai, quando ele olha para uma pessoa, pro namorado de uma filha, ele sabe, o pai sente quando algo errado vai acontecer. Na semana passada mesmo eu falei pra ela: minha filha, este rapaz não te serve', mas eu acho que ela tinha medo de separar, dele matar ela. Eu estava conversando ainda pouco com meu vizinho, ele disse que ele [policial] era acostumado bater nela na frente da casa da avó, ela morava com minha mãe”, revelou o pai.

Jean Rodrigues afirmou que todos estão desesperados, aflitos. “Nós estamos procurando dia e noite nesses matos, agora mesmo eu estou aqui porque recebi nesses grupos de Whatsapp a informação de que o corpo dela estava aqui perto onde foi achado o celular. Eu já soube que ele foi visto trocando o banco do carro em uma loja lá na Miguel Rosa na sexta-feira”, contou o pai de Camila.

“Ela tinha medo, vivia coagida. No dia que ela veio deixar a colega dela, na quarta-feira, na região do Vale do Gavião, na volta, a amiga dela disse que tudo que ela falava, ele dava um beliscão nela”, acrescentou.

“A gente tentando ligar pra ele e ninguém atendia, só no sábado que eu consegui falar come ele, perguntei, ‘Allisson, rapaz, cadê a Camila? cadê minha filha?’. Ele disse: eu saí com ela na quarta-feira e deixei ela na casa da avó dela. Eu falei: rapaz, e como tu deixa a pessoa na casa e ela não amanhece o dia lá, a história tá mal contada, tá esquisita”, lembrou “Queria que ele dissesse onde minha filha está? O que ele fez com ela? Só ele pode dizer. Ele era pra ser o primeiro a comunicar para a polícia, era o primeiro a está em campo atrás da namorada. Mas o homem sumiu. Não aparece", estranha o pai, que participou das busca próximo ao Restaurante Frango de Ouro.

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