Política

Corte de verbas vai aumentar a fome no Brasil, diz senadora

Regina Sousa lamentou a redução de verbas para ações contra a pobreza e a fome
Fonte: Paulo Pincel | Editor: Luiz Brandão 15/11/2017 11:10
Entrega de título de cidadania à senadora Regina Sousa Entrega de título de cidadania à senadora Regina SousaFoto: Francisco Gilásio

A senadora Regina Sousa (PT-PI) criticou a Medida Provisória assinada na terça-feira (14) pelo presidente Michel Temer (PMDB), alterando arte da reforma trabalhista aprovada pelo Congresso. “Agora é que o trabalhador vai ver como é que é. [...] Eu já vi notícias sobre anúncios de lojas botando contrato por produção, se vender ganha, se não vender, não ganha, não tem mais salário fixo”.

A senadora adverte que a maioria dos brasileiros não entendeu os principais pontos da reforma, justamente pela propaganda enganosa do governo Temer. “Nem todos entenderam como é [a reforma]. Tem muita gente iludida achando que vai ser bom, que vai ter emprego”, lembra. “Vai ter uma propaganda muito grande no começo de que muitas pessoas vão entrar no mercado de trabalho, mas em novembro vai entrar muita gente mesmo, só que em situação bem mais precária”, previu Regina Sousa, na noite de segunda-feira (13), durante a entrega do título de cidadã teresinense pela Câmara Municipal, por iniciativa da vereadora Teresinha Medeiros (PSL).

Abandono da pobreza

Regina Sousa denunciou que o orçamento da União para 2018 só cortou pela metade ou mais os recursos de programas e ações que atacavam a miséria e a pobreza.

“Todas as ações para os mais pobres foram cortadas, nenhuma dessas ações teve corte de menos da metade”, lamentou a senadora, citando o programa de cisternas que tiveram corte de 95%. "Com a seca, as pessoas precisando de água e não vão ter cisternas, a não ser que os parlamentares coloquem emendas, mas orçamento mesmo colocado pelo governo não vai ter. Um corte brusco que ocasionalmente vai ocasionar fome, o Brasil pode voltar para o mapa da fome e então isso é uma coisa séria e preocupante”, alerta.

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