Geral

Conscientização: Projeto Reeducar combate violência contra a mulher

Termo de cooperação foi assinado nesta terça-feira
Fonte: CCOM | Editor: Redação 06/12/2017 09:57
Projeto Reeducar Projeto ReeducarFoto: MPPI

A Secretaria de Justiça do Estado e o Ministério Público do Piauí, assinaram na sede da Procuradoria Geral de Justiça, termo de cooperação técnica para implantação e execução do projeto Reeducar, que busca conscientizar o homem no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

No projeto Reeducar, são desenvolvidas ações preventivas e educativas, junto a acusados de violência contra as mulheres, que assistem a palestras, participam de mesas redondas e debates sobre diversas temáticas que envolvem o ambiente familiar. O projeto tem duração de nove meses, com atividades mensais, onde os participantes são conscientizados acerca do respeito à mulher e bom convívio familiar.

Por meio do Núcleo de Apoio ao Preso Provisório (NAPP), a Secretaria de Justiça acompanhará os reeducandos que estão em medida cautelar inseridos no projeto. “O Reeducar é uma iniciativa exemplar do Ministério Público e tem alcance social fantástico. Estamos, portanto, abraçando essa causa, de modo a lutar pelo respeito às mulheres e contra a violência”, pontua o secretário de Justiça, Daniel Oliveira.

O procurador geral de Justiça, Cleandro Moura, ressalta que o projeto Reeducar visa "prevenir e reparar danos causados pela violência doméstica. Vamos, portanto, compartilhar o projeto com a Secretaria de Justiça, para fortalecermos nossas frentes de atuação”.

De acordo com a promotora de justiça Maria do Amparo de Sousa Paz, do Núcleo de Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima Doméstica e Familiar (Nupevid), em dois anos de monitoramento dos reeducandos que participam do Reeducar, não houve reincidência na violência ou qualquer tipo de ilicitude. “O Reeducar visa desconstruir estereótipos sobre o papel masculino e feminino na sociedade. A partir daí, desnaturalizar a violência sofrida pela mulher. Eles são conscientizados com uma nova maneira de ver o mundo, que os problemas são resolvidos com conversa e não violência”, frisa.

Comentários

Matérias Relacionadas