Saúde

Confira 7 fatores de risco para a gravidez ectópica

A gestação fora do útero, ou ectópica, em termos médicos, é a principal causa de morte materna no primeiro trimestre de gestação e está entre as grandes causas
Fonte: Noticias ao Minuto | Editor: Redação 27/11/2017 19:06
Grávida GrávidaFoto: Capesesp

Em uma gravidez normal, depois que é fertilizado, o óvulo percorre a tuba uterina para alcançar o útero, onde ele se abriga e se desenvolve. Na gravidez ectópica, a implantação pode acontecer em outros lugares que não na parede uterina.

Esse tipo de gravidez é a que mais pode trazer complicações perigosas para a mulher, pois a tuba é finíssima e não suporta o crescimento do embrião, podendo romper e causar hemorragia”, explica o ginecologista e cirurgião, Dr. Edvaldo Cavalcante.

O especialista comenta que na imensa maioria das vezes – mais ou menos em 98%–, a implantação acontece nas tubas, por isso, a gravidez ganha o nome de tubária.

Em uma pequena parcela, o óvulo se aloja no abdome ou no colo do útero. “O embrião não consegue sobreviver fora do útero, mas, mesmo assim, ele ameaça a vida da mulher. Por isso, é fundamental chegar a um diagnóstico rapidamente”.

A causa exata da gravidez ectópica ainda não está totalmente clara, mas algumas condições são consideradas sinais de alerta. Atualmente, acredita-se que a gravidez ectópica seja causada por uma combinação de fatores.

Saiba quais são alguns deles:

1. Doenças sexualmente transmissíveis – Dentre todas as doenças sexualmente transmissíveis, a clamídia é tida como responsável por pelo menos metade de todos os casos de gestação fora do útero. Um estudo de 2011 mostrou que a clamídia aumenta a produção de uma proteína que pode encorajar o óvulo a se implantar nas tubas.

2. Reincidência – Quem já teve uma gestação extrauterina tem de 10% a 25% de chance de ter outra.

3. Fumo – Um outro estudo de 2011 revelou que mulheres que fumam têm quatro vezes mais chance de ter uma gravidez ectópica.

4. Endometriose – É um importante fator de risco. A endometriose leva o tecido do endométrio a crescer dentro ou ao redor da trompa, o que dificulta a chegada do embrião ao útero.

5. Ter feito fertilização in vitro – Parece ser irônico até, pois muitas mulheres se submetem à fertilização in vitro exatamente porque têm algum problema nas tubas uterinas. Não é comum, mas, algumas poucas vezes o cateter que é inserido na mulher para inserir o embrião chega muito próximo das tubas e, com isso, o embrião se instala na região.

6. Idade – Não se sabe ao certo porque, mas a idade da mulher é um dos fatores de risco. Especula-se que o envelhecimento leve a alterações nas tubas, o que pode dificultar a chegada do óvulo ao útero.

7. Moléstia inflamatória pélvica – Estima-se que 70% das infecções genitais causadas por Clamídia, Gonococo, Mycroplasma e Ureroplasma (agentes responsáveis pela Moléstia inflamatória pélvica – MIPA). Essa infecção pode levar à obstrução das tubas uterinas e abcessos tubovarianos. Quando não tratada, a MIPA pode levar à infertilidade e há aumento do risco de gravidez ectópica.

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