Polícia

Comandante lamenta os "grandes equívocos" da PM

"Como comandante, o que aconteceu é algo que me entristece bastante", admitiu
Fonte: Paulo Pincel 27/12/2017 12:51
Comandante-geral da PM, coronel Carlos Augusto Comandante-geral da PM, coronel Carlos AugustoFoto: Flickr/PM-PI

O comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos Augusto, comentou pela primeira vez em público a morte de Emile Costa, ocorrida na manhã de ontem (26), no Hospital de Urgência de Teresina, após ser baleada por policiais militares em serviço.

Carlos Augusto presidiu, na manhã desta quarta-feira (27), a solenidade de encerramento e entrega de certificados da primeira turma do curso de Operações Especiais da PMPI (COESP) na sede do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).

Durante entrevista com os jornalistas que cobriram a entrega dos certificados aos dez novos “caveiras” do Bope, o comandante falou sobre a morte da pequena Emile Caetano da Costa, de 9 anos, morta durante uma abordagem policial na noite do dia 25 de dezembro, na Avenida XXIII, na zona Leste de Terefsina.

“Mais do que palavras, nós tínhamos que tomar providências e foi o que fizemos em relação a todos esses grandes equívocos que ocorreram no final deste ano. São três ocorrências que não dignificam e que não representam a grandeza da Polícia Militar, do que salvamos nas ruas todos os dias. Nós somos pagos e capacitados pela sociedade para salvar vidas. Como comandante, o que aconteceu é algo que me entristece bastante, mas que nos faz refletir”, admitiu o comandante referindo-se á morte de Camila Abreu, do desaparecimento dos R$ 300 mil dos R$ 706 mil recuperados após o assalto ao Banco do Nordeste e, agora, à morte de Emile Costa.

“Nesses três anos que estamos à frente da Polícia Militar, dos seis mil homens e mulheres que temos, mais de 4.500 já passaram pelos bancos escolares, sendo capacitados. Em relação a esses fatos que aconteceram, fizemos ações imediatas, para que não tenha dúvida por parte da sociedade, que as providências serão tomadas”, ressaltou.

“Como comandante, nós temos o dever de fazer um acompanhamento mais próximo do 5º Batalhão. Já mandamos trocar o comando para fazer o acompanhamento individualizado das ações. O major Pessoa foi afastado para que não haja nenhuma dúvida que todas as apurações serão feitas no vigor da lei”, acrescentoiu o coronel.

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