Política

CMT realiza reunião para debater segurança no transporte público

A reunião aconteceu na manhã desta terça-feira (10) e foi proposta pelo presidente da Comissão, vereador Deolindo Moura (PT).
Fonte: R2 | Editor: Da Redação 10/10/2017 17:32
Audiência sobre Transporte Público Audiência sobre Transporte PúblicoFoto: R2

A Câmara Municipal de Teresina, através da Comissão de Planejamento Urbano, Transporte e Acessibilidade, realizou reunião para tratar sobre o transporte público do município de Teresina, em especial sobre a questão da segurança nos ônibus. A reunião aconteceu na manhã desta terça-feira (10) e foi proposta pelo presidente da Comissão, vereador Deolindo Moura (PT).

Participaram da audiência, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário do Estado do Piauí (Sintetro), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Teresina (Strans), Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB-PI), motoristas e cobradores de ônibus de Teresina e os vereadores Dudu e Gustavo Gaioso.

O presidente do Sintetro, Fernando Feijão, lembra que havia sido acordado a implantação do botão do pânico nos veículos do transporte público, o que ainda não aconteceu. “Em uma Audiência Pública que aconteceu nesta Casa, no mês de fevereiro, foram discutidos diversos temas relacionados à segurança no transporte público, como a implantação do botão do pânico, que foi prometido para o mês de setembro e ainda não temos uma solução”, reclama.

O sindicalista também critica a determinação dos empresários do setor de responsabilizar os trabalhadores pela verba levada do caixa dos veículos durante assaltos e pelas multas decorrentes de atrasos no horário dos ônibus. “Temos que arcar com o que é levado da empresa durante o assalto, mas não temos culpa da insegurança que acontece no país. O usuário já anda assustado, por isso pedimos providências. Não temos vias preparadas, perdemos tempo, existem engarrafamentos. A Strans impõe uma multa de R$ 3.100,00 para os atrasos dos ônibus e a empresa passa para o trabalhador. Que culpa ele tem se não tem vias de acesso nessa cidade? Mas o trabalhador é responsabilizado e corre para o sindicato procurando solução, precisamos de uma solução quanto a isso”, cobra.

A assessora técnica da diretoria do Setut, Miria Aguiar, esclarece que o botão do pânico está em fase de instalação e reclama dos altos valores cobrados pelas multas. “Os valores das multas impostas pela Strans fogem do razoável e se caracterizam como um dos mais altos do país, ultrapassando os valores de cidades como o Rio de Janeiro, que é inúmeras vezes maior que Teresina. É importante ressaltar também que a decisão de repassar o valor da multa para o trabalhador é uma decisão de cada empresa e não uma orientação do Setut. No que diz respeito ao botão do pânico, ele já foi instalado, mas temos uma série de falhas e, por isso, estamos em fase de ajustes técnicos. Estamos cobrando do fornecedor para regularizar a situação e posteriormente fazer uma capacitação com todos os operadores”, diz.

O diretor de Transportes Públicos da Strans, Francisco Nogueira, por sua vez, defende que não é razoável deixar de aplicar as multas. “Temos casos de veículos que cortam todo um bairro que deveria estar na rota por diversos dias consecutivos. A população cobra, denuncia e quando vamos averiguar, constatamos o desvio do itinerário”, declara

Ao final da reunião, o vereador Deolindo Moura garantiu que vai procurar o Ministério Público do Trabalho para apurar as denúncias e buscar formas de solucionar os problemas. “Vamos buscar junto ao Ministério Público do Trabalho, que é o órgão responsável, ajudar essa categoria e formar uma comissão permanente com todas as entidades que participaram aqui hoje para que a gente possa diluir esses problemas e avançar nas conquistas. Eles pedem questões justas e nós temos como chegar a um entendimento por parte da Strans e do Setut. O fato é que o sistema é deficitário e o trabalhador está pagando a conta”, finaliza.

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