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Cientistas encontram nova substância na superfície de uma das luas de

Lua de Júpiter novo elemento cientistas descobrem
Fonte: agencias 31/10/2015 11:53 - Atualizado em 14/10/2016 07:02
Europa é uma das luas de Júpiter Europa é uma das luas de JúpiterFoto: Nasa
A Lua de Júpiter chamada Europa é um dos potenciais astros no qual os cientistas acreditam que poderiam encontrar alguma outra forma de vida dentro do Sistema Solar. Acredita-se que o satélite natural possui um oceano profundo e ativo abaixo de sua superfície congelada.

Os movimentos internos de água e de calor são considerados os responsáveis pela formação das fissuras que marcam o exterior da lua. Mais recentemente, cientistas descobriram substâncias misteriosas dentro dessas rachaduras, o que eles acham que são, provavelmente, sais provenientes do oceano.

Os astrônomos da CalTech usaram estudos do Observatório WM Keck, em 2011, para compreender melhor a composição da superfície de Europa, que foi mapeada pela primeira vez durante a missão Galileo, da Nasa, na década de 90. Os dados foram coletados usando o espectrógrafo OSIRIS, um instrumento que separa as frequências da luz branca, criando um arco-íris. Diferentes substâncias absorvem diferentes frequências e, por isso, usando um espectrógrafo astrônomos podem dizer que elementos estão presentes num corpo celeste.

Europa é a quarta maior lua de Júpiter. Ela é um pouco menor do que a nossa Lua e tem uma ténue atmosfera de oxigênio. Júpiter, Europa e Io (outra das luas do planeta) têm uma forte interação gravitacional que os liga, o que torna as duas luas muito ativas. Io tem vulcões e gêiseres de gelo e Europa tem água, semelhante à Enceladus, de Saturno.

As observações OSIRIS produziram a análise espectral de 1.600 pontos individuais de Europa. Eles encontraram três componentes principais em sua superfície e, para compreender melhor a origem dessas substâncias, o principal autor do estudo, Patrick Fischer, desenvolveu um software que combinava com as observações com as imagens da missão Galileo.

Não é novidade que o componente mais comum e difundido na Europa é o gelo de água. O segundo componente é uma mistura de produtos químicos formados por enxofre ionizado, oxigênio, e gelo. O enxofre vem de Io, cujas erupções podem deixar escapar a substância devido a sua gravidade fraca.
O terceiro componente é intrigante. Ele não estava relacionado com gelo ou substâncias sulfúrica, nem coincide com moléculas que eram esperados para ser vistas na Europa. A pesquisa sugere que as substâncias poderiam ser cloro ou sais à base de carbonato, mas não conseguiu identificar exatamente.
“O resultado mais importante desta pesquisa foi entender que estes materiais são nativas da Europa, porque eles estão claramente relacionadas com áreas com atividade geológica recente", afirmou Fischer.

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