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China e Estados Unidos assinam acordos de mais de US$ 250 bi

Os acordos alcançados, descritos como "um milagre histórico" pelo representante chinês, incluem, vários setores
Fonte: Agência Brasil | Editor: Redação 09/11/2017 09:30
Trump e Xi Jinping Trump e Xi JinpingFoto: South China Morning Post

Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, participaram nesta quinta-feira (9), em Pequim, de cerimônia de assinatura de acordos comerciais entre as duas potências econômicas no valor de US$ 253.500 bilhões. Os acordos alcançados, descritos como "um milagre histórico" pelo representante chinês, incluem, entre outros setores, o energético, automobilístico, tecnológico e aeronáutico.

Entre eles, destaca-se o acordo envolvendo três companhias estatais chinesas (China Petrochemical Group, China Investment Corporation e Bank of China) para a exploração e extração de gás no Alasca, no valor de US$ 43 bilhões. Por outro lado, a empresa americana Boeing e a China Aviation Supplies Holding Company acordaram em produzir aeronaves no valor de US$ 37 bilhões.

Além disso, a Goldman Sachs e a companhia China Investment Corporation ratificaram um tratado de cooperação industrial que se materializará num fundo de US$ 5 bilhões, para investir na indústria manufatureira americana e em empresas de consumo e saúde. Os dois países ainda assinaram um acordo de venda de chips por US$ 4 bilhões e outro para comprar soja americana por parte da companhia estatal chinesa Cofco no valor de US$ 1,6 bilhão.

As negociações do setor de transportes envolvem a operação fechada entre Ford e Ford China, assim como o documento assinado pela General Motors e Shanghai General Motors. "Estes são bons exemplos do grande potencial e da natureza de benefício mútuo da cooperação entre a China e Estados Unidos", afirmou o presidente chinês, durante o encerramento do fórum de negócios realizado em Pequim.

Por sua vez, Trump lamentou que as relações comerciais entre os países não tenham sido mais estreitas no passado, embora não "culpe" a China por isso, mas seus antecessores na Casa Branca.

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