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CGE inicia última turma de capacitação de controladores de 2017

Até agora, foram capacitados 101 servidores, além de outros 38 da última turma.
Fonte: CCOM | Editor: Redação 19/12/2017 10:52
CGE CGEFoto: Conaci

A Controladoria-Geral do Estado do Piauí (CGE) iniciou, nessa segunda-feira (18), a quarta e última turma deste ano para formação de controladores internos dos Núcleos de Controle dos órgãos e entidades do Poder Executivo. O objetivo é padronizar as atividades dos núcleos para obter melhores resultados no controle das despesas do Governo. Até agora, foram capacitados 101 servidores, além de outros 38 da última turma.

Ao final do curso, que é oferecido em quatro módulos, os servidores passam por uma avaliação. Em janeiro de 2018, a CGE realizará uma solenidade para entrega dos certificados aos aprovados. De acordo com o gerente de Controle Interno da CGE, Márcio Rodrigo Souza, que apresentou o primeiro módulo do curso, a iniciativa contribui para uma uniformização dos procedimentos e gerenciamento de riscos.

"O curso de formação de controladores internos representa o quarto pilar da nova política de controle interno do poder executivo estadual, além dele, já concretizamos a padronização metodológica inspirada nas melhores práticas internacionais, criação do SinCin (Sistema Integrado de Controle Interno) e o decreto 17.526/2017 que reestrutura as atividades de controle interno no governo. Visamos com ele disseminar os fundamentos da controladoria governamental baseados no gerenciamento de riscos e melhoria da eficiência e regularidade da gestão pública", destacou o gerente.

Módulos da capacitação

O curso é composto por quatro módulos nos quais são abordados os fundamentos da Controladoria Pública; controles nas licitações e contratações públicas; execução dos contratos ou execução orçamentária-financeira; e Sistema Integrado de Controle Interno. De acordo com o auditor Marcelo Sekeff, que apresentou o segundo módulo (Licitações e Contratações Públicas) a CGE passou a mapear os principais riscos presentes nos processos licitatórios de contratação pública para daí apresentar uma série de mecanismos que visam enfrentar esses riscos e minorar as suas ocorrências.

"A ideia de controle está intimamente relacionada ao risco, ou seja, só faz sentido implementar um controle a determinado fluxo de processo de gestão, daí, pode-se citar os processos de licitação e contratação pública àquilo que há um risco associado. Risco é aquele evento futuro e incerto, que uma vez se manifestando tende a causar ineficiência e evita que a organização alcance seus objetivos institucionais. Então, mapeando esses riscos, compreendendo quais riscos no dia a dia, apresentamos uma série de ferramentas que visam minorar e atenuar a possibilidade de ocorrer esses riscos e uma vez ocorrendo, minimizar seus efeitos", explicou.

O auditor governamental Darcy Siqueira, por sua vez, apresenta o módulo Controle da Execução Orçamentário-Financeira, conciliando a parte teórica e prática das etapas da execução orçamentária, adequando-as à atividade cotidiana dos Núcleos.

"O curso foi bem voltado para a atividade cotidiana dos controladores internos, tentando ao máximo mostrar no Sincin as razões das perguntas elencadas no 'check list'. A atividade dos membros dos Núcleos de Controle consiste em gerenciar riscos e é preciso ter conhecimento do controle de cada atividade. Com a fundamentação teórica, eles vão poder trabalhar com maior efetividade, no dia a dia, gerenciando riscos para evitar falhas, erros e quando detectados corrigir tempestivamente", afirmou.

O auditor governamental Alan Soares apresenta o último módulo do curso, onde expõe as funcionalidades do Sistema de Controle Interno (Sincin), desenvolvido pela CGE para unificar e facilitar as análises de despesas do Poder Executivo.

"Além dos conceitos necessários para uso da ferramenta, a exemplo dos termos 'análise', 'check list' e 'roteiro', necessários para o uso do sistema, fizemos a demonstração, utilizando uma versão do sistema em ambiente de teste para incluir as análises e ver como o sistema funciona, na prática. O Sincin tem sido uma ferramenta importante nos Núcleos de Controle, pois traz vários benefícios como a diminuição do tempo de análise e padronização dos pareceres", concluiu.

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