Ciência & Tecnologia

CEO do Google cancela reunião com funcionários por temer perseguição online

O CEO da empresa, Sundar Pichai, deveria fazer um discurso em uma reunião de emergência com 60.000 funcionários de seu campus
Fonte: Código Fonte | Editor: Redação 11/08/2017 11:10
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Mesmo após a demissão de James Damore, o Google segue no fogo cruzado entre aqueles que apoiam as ideias divulgadas em seu manifesto e aqueles que apoiam a diversidade no ambiente de trabalho. O CEO da empresa, Sundar Pichai, deveria fazer um discurso em uma reunião de emergência com 60.000 funcionários de seu campus nessa quinta-feira mas o evento foi cancelado de última hora.

Pichai iria debater a questão de gênero e a posição oficial da empresa sobre a polêmica, mas temores relacionados à segurança e privacidade online dos participantes do encontro levaram a uma mudança de planos. Existem múltiplos relatos de funcionários que tiveram suas identidades e perfis expostos e atacados por terem se posicionado contra o Manifesto de James Damore. O influenciador de extrema direita Milo Yiannopoulos notoriamente publicou em sua conta no Facebook os perfis de oito profissionais do Google, supostamente contrários ao documento.

“Nós tínhamos a esperança de ter uma discussão franca e aberta hoje como nós sempre fazemos para nos unir e seguir adiante”, lamentou Pichai em um comunicado oficial. Mas ele revela que existe uma preocupação entre os próprios funcionários que as perguntas e respostas oferecidas durante a reunião poderiam motivar novos ataques online contra indivíduos e que será estudada uma forma melhor e mais reservada de debater o assunto com todos.

“Nós últimos dois dias, eu tive a chance de me encontrar com muitas pessoas aqui e eu tenho lido seus emails cuidadosamente. A vasta maioria de vocês foi muito favorável a nossa decisão. Uma porcentagem menor de vocês deseja que nós tivéssemos feito mais. E alguns estão preocupados que não seria possível falar livremente no trabalho. Todas as suas vozes e opiniões importam… e eu quero ouvi-las”, desabafou o CEO.

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