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Centro Especializado em Reabilitação de Picos realiza atendimento

A APAAS possui dois mil pacientes cadastrados, dos quais 700 recebem atendimento fixo e a maioria chega a passar por mais de 20 terapias mensais
Fonte: APPM | Editor: Redação 04/11/2017 11:35
Centro Especializado em Reabilitação Centro Especializado em ReabilitaçãoFoto: APPM

O Piauí é o quarto estado com maior número de pessoas com deficiência, entretanto, possui apenas três Centros Especializados em Reabilitação (CER IV). Um destes Centros é a Associação Piauiense de Atenção e Assistência em Saúde (APAAS) situada na Travessa Francisco da Costa Araújo, centro, em Picos, habilitada pelas portarias 793 e 835 de abril de 2012 na qual qualificava clínicas para ampliar e diversificar os serviços do Sistema Único de Saúde para atenção da pessoa com deficiência.

A APAAS possui dois mil pacientes cadastrados, dos quais 700 recebem atendimento fixo e a maioria chega a passar por mais de 20 terapias mensais, conforme a necessidade. A clínica é composta por uma equipe multidisciplinar com um quadro de 22 profissionais das áreas de Psicologia, Fisioterapia, Neuropediatria, Otorrinolaringologia, Clínica, Enfermagem, Assistência Social, Terapia Ocupacional, Traumatologia, Psiquiatria e Oftalmologia, que prestam atendimento a pessoas com deficiência física, auditiva, visual e intelectual.

De acordo com o superintendente técnico, o fisioterapeuta Altimar Araújo, 95% dos atendimentos são feitos através do SUS à pessoas que necessitam de terapias por toda a vida. “Aqui a gente ensina o paciente conviver melhor com suas limitações. Nem sempre ele tem consciência de suas capacidades, portanto a gente busca que ele tenha conhecimento de seu potencial e seja inserido no mercado de trabalho. Pacientes que não nasceram com a deficiência, mas adquiriram com o tempo, precisam se readaptar, para que alcancem melhoras e possam voltar a suas atividades e aprender lidar com suas limitações”, afirma Altimar Araújo.

A maior demanda é de pacientes neurológicos, os quais necessitam de terapia multidisciplinar, em que diversos profissionais trabalham em conjunto para obter melhores resultados junto ao paciente. Como é o caso de Henrique Martins de 13 anos que, aos seis anos sofreu paralisia cerebral, em consequência de uma leucemia, que o levou a perder os movimentos e algumas funções essenciais do corpo como, se alimentar ou mesmo respirar de maneira natural.

Maria de Lourdes, mãe de Henrique, acompanha de perto a terapia, ela disse que graças ao tratamento, o garoto tem sobrevivido, pois os médicos no início da doença deram apenas seis meses de vida. “A terapia ajuda muito, principalmente na parte respiratória, devido ele respirar pela traqueostomia, (a terapia) é como uma carga positiva para que ele tenha melhor qualidade de vida” conclui Maria de Lourdes Martins.

O supervisor técnico ressalta a importância de a sociedade compreender as dificuldades enfrentadas por uma pessoa com deficiência, pois as mais simples ações do dia a dia, como o ato de se locomover, pode se tornar um grande obstáculo. “A gente precisa se conscientizar e se sensibilizar para compreender e para isso precisa ter uma convivência mais próxima. As pessoas com alguma deficiência encontram obstáculos por onde passam, até mesmo em sua casa podem existir barreiras que dificultam a locomoção”, reforça Altimar.

Nesta luta pela qualidade de vida da pessoa com deficiência, a APAAS tem se engajado através de eventos científicos, onde realiza debates sobre patologias e tratamentos, promovendo a reflexão e chamando a atenção para a causa. Além destes, a APAAS realiza também eventos para os pacientes e familiares, em datas comemorativas como Dia das Crianças, Natal e festas de tradições culturais como uma forma de inserção social.

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