Política

Deputado condena arma para combater a violência

Não se combate a violência armando a população, mas educando as crianças
Fonte: Paulo Pincel | Editor: Alinny Maria 29/04/2019 13:31
Deputada estadual Coronel Carlos Augusto (PR) Deputada estadual Coronel Carlos Augusto (PR)Foto: Paulo Pincel

Não se combate a violência armando a população, mas educando as crianças. A afirmação é do deputado estadual Coronel Carlos Augusto (PR), que registrou a inauguração uma companhia da Polícia Militar em Colônia do Gurguéia, como parte da descentralização da PM do Piauí.

O orador disse que via com uma preocupação muito grande a questão da segurança pública no país e no estado. Segundo ele, mais de 100 mil pessoas morreram em acidente de trânsito ou foram assassinadas. E que as vítimas de sequelas causas prejuízos de bilhões de reais aos cofres públicos.


Carlos Augusto reclamou que Brasil continua sem um plano para segurança pública nos estados e o presidente Bolsonaro defende que as pessoas andem armadas, terceirizando da segurança pública, que é um dever do Estado.

“Eu não acredito em arma como forma de combater a violência. Como comandante da Polícia Militar aprendi que arma não é solução, mas a educação. E citou o irmão, que de vendedor de peixe estudou e se formou médico com especialização no Sírio Libanês, em São Paulo.

Em aparte, o deputado Francisco Limma (PT) destacou depoimento do coronel reforçando que violência não se combate com armas, mas com escola de qualidade, com educação, com carinho e respeito pela pessoa humana.

O deputado Georgiano Neto (PSD) também elogiou o que chamou de “depoimento de vida”, feito por uma pessoa esforçada, de origem humilde, que chegou ao Comando da Polícia Militar e agora se elegeu deputado estadual.

“O deputado traz para o debate um tema tão importante, tão em evidência na sociedade. Infelizmente, o maior problema da população do Piauí e do Brasil é a violência. Mas não se combate a violência armando as pessoas, mas com educação. Além da Educação na escola, deve haver a orientação familiar, dos irmãos, das pessoas com mais idade”.

Carlos Augusto disse que decidiu ser deputado estadual com a convicção de que não se deve amar a população, e que não defende aquilo eu não acredita. “que vai contra as minhas convicções. Acompanho o avanço do crime em meu país e vejo ser do governo federal grande parte da responsabilidade do que cobrado dos estados, porque não protege os mais de 16 mil km de fronteira que tem o Brasil, inclusive com as forças armadas”.

O orador destacou a criação do Ministério da Segurança Pública governo Temer, o que acendeu uma luz no combate à violência, mas o ministério foi extinto do governo Bolsonaro. “Segurança pública é um dever do Estado como foi muito bem definido na Constituição de 1988. "Não me vejo comprando armas para dar aos meus filhos”, disse o coronel, defendendo a mudança no código penal brasileiro.

Henrique Pires parabenizou o orador e defendeu que os criminosos trabalhem para pagar os gastos do governo com a manutenção do sistema prisional. O deputado elogiou o ex-presidente Michel Temer e criticou as pessoas que viraram as costas para o ex-presidente.

Finalizando o discurso, Carlos Augusto agradeceu a Deus e a todos que o cumprimentaram pelos 51 anos de vida, completados no domingo (28).

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