Política

Câncer de mama: Piauí não cumpre a 'Lei dos 60 dias'

Fonte: Paulo Pincel | Editor: Paulo Pincel 01/06/2017 11:00
Thiago Turbay, da Femama Thiago Turbay, da FemamaFoto: Caio Bruno/Alepi

O Piauí detém os piores índices do país em atendimento à mulher diagnosticada com câncer de mama [veja o vídeo na TV PiauiHoje] . A afirmação é do assessor de Relações Governamentais da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), Thiago Turbay, que participou na terça-feira (30), dos debates na Assembleia Legislativa sobre o atendimento à mulher diagnosticada com câncer de mama no Piauí.

Thiago Turbay afirmou que o Piauí, como outros estados da federação não faz o “dever de casa” em relação ao atendimento à mulher portadora de câncer. O assessor da Femama cobrou dos deputados estaduais a adoção de políticas públicas para agilizar o acesso das mulheres diagnosticadas com câncer ao tratamento para a cura da doença, inclusive criar lei determinando a implantação nos hospitais públicos do Estado da Notificação Compulsória do Câncer de Mama.


A Notificação Compulsória vai obrigar o Estado o atender às pacientes com a doença, no prazo legal de 60 dias, após o diagnóstico positivo para o câncer de mama, além de facilitar a liberação de recursos para as unidades de saúde que combatem a doença.

“Os hospitais terão a racionalização do atendimento, inclusive com a previsibilidade de vagas para as pacientes”, a previsão de gastos, inclusive com a compra de medicamentos, evitando o descontrole orçamentário.

Femama

A Femama é uma associação civil, sem fins econômicos, que busca reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama no Brasil. pós ouvir 268 mulheres, entre os dias 3 e 8 de maio, em São Paulo, em Porto Alegre, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, o levantamento feiro pelo Instituto Data Folha revela que as pacientes esperaram até 4,4 meses para obter o diagnóstico da doença, 3 meses e meio entre o diagnóstico e o início do tratamento e outros 2,6 meses para o início da radioterapia. A maioria das mulheres ouvidas tinha entre 40 e 70 anos.

Veja o vídeo no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=nGB9KJU3snE

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