Ciência & Tecnologia

Canais do YouTube crescem oferecendo dicas de finanças

Orientações vão desde como fazer o salário aguentar até o fim do mês até como e onde investir
Fonte: Noticias ao Minuto | Editor: Redação 27/08/2017 14:52
YouTube YouTubeFoto: Método Infalível

Em meio à crise econômica, o brasileiro busca alternativas para se virar com menos dinheiro. Enxergando esta necessidade, canais de finanças no YouTube veem seu público crescer. As orientações vão desde como fazer o salário aguentar até o fim do mês até como e onde investir.

Entrevistada pela "BBC", a supervisora de vendas Luciana Pessoa, de 36 anos, de São Bernardo do Campo, na grande São Paulo, contou que "ganhava bem e gastava bem" até o começo deste ano, quando perdeu o emprego. Foi no YouTube que ela aprendeu a aplicar o seu dinheiro em CDB e Tesouro Direto.

Pessoa acompanha o canal Me Poupe!, da jornalista Nathalia Arcuri, e do consultor financeiro Gustavo Cerbasi, e lamenta não ter começado a pensar nas suas finanças pessoais mais cedo.

"Aprendi sobre os pequenos gastos do dia a dia que a gente faz sem perceber. Se tivesse tido esse conhecimento antes, teria um patrimônio maior", diz ela, que consegue poupar mais agora, já que voltou a trabalhar. "Quero aprender mais sobre renda variável para investir na bolsa quando tiver mais estudos e mais dinheiro", disse.

O Me Poupe! - que se intitula "o primeiro canal de entretenimento financeiro do Brasil". Os mais de 700 mil inscritos acompanham as dicas para investir transmitidas com bom humor. Alguns dos vídeos do canal têm mais de 1 milhão de visualizações.

"Não é só a crise (que atrai o público), mas também a linguagem – mais simples e menos sisuda, sem economês", explicou Nathalia Arcuri à publicação. "Meu objetivo é despertar o interesse de quem não está interessado em finanças pessoais", disse ela.

Outros canais que abordam temas semelhantes (mesmo que tenham estilo e conteúdo diferentes), como O Primo Rico e o Blog de Valor, também têm crescido.

"O aumento de interesse é perceptível. Existe uma demanda reprimida: não se fala em finanças na escola. E, no entanto, é algo com que precisamos lidar desde (a compra do) primeiro lanche até a morte", justificou o educador financeiro André Bona, responsável pelo Blog de Valor.

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