Saúde

Calendário de Vacinação da Rede Pública sofre modificações

As mudanças são rotineiras e seguem os avanços dos estudos relacionados à imunização
Fonte: Prefeitura de Teresina | Editor: Redação 06/03/2017 13:16
Vacina VacinaFoto: Reprodução

O Ministério da Saúde anunciou modificações no Calendário de Vacinação da Rede Pública de 2017. As alterações ampliam o público-alvo para seis doses: tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A.

“O objetivo das mudanças é aumentar a proteção de crianças e dos adolescentes. Entre os adultos, a meta é manter a eliminação do sarampo e da rubéola e evitar novas contaminações de caxumba e coqueluche”, explica Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

As mudanças são rotineiras e seguem os avanços dos estudos relacionados à imunização. O Ministério da Saúde avalia constantemente os estudos que acontecem após a liberação das vacinas. Quando há a liberação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os estudos são feitos com grupos menores, com cerca de 20 a 30 mil pessoas. Então, os laboratórios estabelecem um esquema rígido para garantir a eficácia da vacina. A medida em que a vacina é introduzida nos programas de imunização e há um grande quantitativo de pessoas, os pesquisadores começam a acompanhar o comportamento na população em geral. Assim avalia-se se as doses iniciais eram suficientes, se há necessidade de um reforço adicional ou se inclusive pode-se diminuir o número de vacinas com a mesma eficácia.

Veja como ficam as vacinas que foram alteradas:

Hepatite A: passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos. Antes, a idade máxima era 2 anos.

Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela): este ano, para crianças, há ampliação da oferta da dose, que passa a ser administrada de 15 meses até 4 anos. Antes, a aplicação era feita entre 15 meses e menores de 2 anos. A recomendação é uma primeira dose da tríplice viral

HPV: a partir de 2017, será ofertada também para meninos. Desde 2014, a dose é oferecida a meninas de 9 a 13 anos. No próximo ano, o público alvo vai incluir ainda meninas de 14 anos. Este ano, além dos meninos, a vacina será oferecida a homens que vivem com HIV e aids entre 9 e 26 anos e para imunodeprimidos, como transplantados e pacientes oncológicos.

Meningocócica C: passa a ser disponibilizada para adolescentes de 12 e 13 anos. A faixa etária será ampliada gradativamente até 2020, quando serão incluídos crianças e adolescentes de 9 a 13 anos. O esquema vacinal será de um reforço ou uma dose única, conforme situação vacinal.

dTpa adulto (difteria, tétano e coqueluche): passa a ser recomendada para as gestantes a partir da 20ª semana. As mulheres que perderam a oportunidade de se vacinar durante a gravidez devem receber a dose durante o puerpério (até 40 dias após o parto). A medida busca garantir que os bebês já nasçam protegidos contra a coqueluche por conta de anticorpos transferidos pela mãe ao feto frente a gestação.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): este ano, será introduzida a segunda dose da vacina para a população de 20 a 29 anos. Anteriormente, a segunda dose era aplicada apenas em pessoas com até 19 anos. A mudança leva em consideração surtos de caxumba registrados nos últimos anos no país, sobretudo entre adolescentes e adultos jovens. As duas doses passam a ser indicadas para pessoas de 12 meses a 29 anos. Para adultos de 30 a 49 anos, permanece a indicação de apenas uma dose.

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