Brasil

INFRA ESTRUTURA

Rio-Niterói, um marco na engenharia nacional

Conheça a obra que transformou a locomoção no RJ

Da redação

Sexta - 25/11/2022 às 10:04



Foto: Divulgação Ponte Rio Niteroi
Ponte Rio Niteroi

A Ponte Presidente Costa e Silva, também conhecida como Ponte Rio-Niterói, é considerada um marco em toda a engenharia civil nacional. A obra recebeu muita visibilidade devido ao seu tamanho, criatividade e quantidade de demanda nos processos construtivos.  

A construção foi iniciada em 1969, e foram necessários diversos engenheiros para finalizá-la. A ponte foi inaugurada apenas em 1974 e atua como um elo entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói. Isso transformou a locomoção para todos, principalmente entre a rodoviária de Niterói e a cidade do Rio de Janeiro. 

Estrutura da ponte

Os números que descrevem a construção são impressionantes. A extensão da ponte é de 13290 metros, a colocando como a maior ponte do hemisfério sul e a maior do mundo em viga reta contínua (o principal vão foi feito em viga metálica soldada e possui 300 metros de comprimento).

Entretanto, toda essa audácia na construção levou a diversos desafios técnicos e construtivos que precisaram ser resolvidos ainda na fase de projeto, por exemplo a concretagem submersa de elementos delgados (tubulões de 1,8 metros de diâmetro) em meio agressivo (mar), a substituição metálica por outra espécie de processo que consistia na montagem das vigas através de segmentos pré-fabricados de até 5000 tf, dentre outros.

Para completar esse desafio, foi necessário um complexo laboratório de ensaios, repleto de tecnologias, o qual muitas vezes não foi suficiente para realizar todos os testes, então eram encaminhados para outros laboratórios externos mais especializados.

Problema das vibrações

Como já é conhecido, um dos problemas enfrentados na construção de pontes é a neutralização das oscilações da estrutura do vão central, causadas por ventos fortes. No caso da Rio-Niterói, a ponte recebeu o sistema de Atenuadores Dinâmicos Sincronizados, que foi instalado no interior dos caixões metálicos.

  

Essa solução foi disponibilizada e desenvolvida pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coopetec/UFRJ). Esse sistema possui 32 conjuntos de molas e contrapesos em aço que somam 120 tf, que foram posicionados simetricamente no ponto central dos caixões do vão central, reduzindo assim a frequência natural da oscilação de toda a estrutura.  

Localização

A Ponte Presidente Costa e Silva é pertencente à BR-101, a rodovia federal litorânea que se estende desde Osório – RS até Natal – RN. O local na Baía de Guanabara foi escolhido para causar a menor interferência possível nos portos da região e as possíveis alterações no trânsito de embarcações foram resolvidas com a altitude da pista, assim, diversos petroleiros de grande porte e outros navios conseguem passar sob a ponte.  

Já em relação ao trânsito de veículos, foram utilizadas duas pistas com 12,20 metros em cada, três faixas de rolamento, com exceção do trecho entre a praça de pedágio e o vão central, que possui quatro faixas.    

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