Política

Bolsonaro volta a incitar a violência: "PM não tem que atirar flor"

Bolsonaro lembrou que hoje no Rio de Janeiro, três policiais foram mortos pelo crime
Fonte: Redação | Editor: Paulo Pincel 06/04/2017 16:20
Bolsonaro recebe homenagem em Parnaíba Bolsonaro recebe homenagem em ParnaíbaFoto: Reprodução

Em Parnaíba, onde cumpre agenda até o começo da noite desta quinta-feira (6), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) voltou a incitar a violência contra a “bandidagem” e a instigar a polícia a atirar para não morrer.

Bolsonaro lembrou que somente de ontem para hoje no Rio de Janeiro, três policiais foram mortos pelo crime. “Polícia não tem que atirar flor, tem mandar tiro”. E detonou os criminosos que estão presos pelo país: “preso deve ter o direito a não ter direto [...] Não queremos tratar o preso com cordialidade, o objetivo da prisão e tirá-lo da liberdade. Nosso foco não pode ser para o encarcerado, e sim as mais de 200 milhões de pessoas vítimas de violência”.

Sobre política, o presidenciável admite que está no PSC por uma observação à lei. É questão de meses a sua saída para outro partido, que não será o PP, do senador Ciro Nogueira, de onde ele se desfiliou há algum tempo.

Bolsonaro afirmou que ausência do presidente estadual do PSC, ex-vereador Tiago Vasconcelos, na agenda dele em Teresina e Parnaíba, se deve ao fato do dirigente saber que ele não pertence mais ao PCS. “O Thiago Vasconcelos deve saber que eu estou fora do PSC”.

Bolsonaro admite que está sendo cortejado por diversos partidos, mas que ainda não se decidiu por uma sigla. Nem pelo nome do candidato a vice.

“Eu ainda não tenho namorada e querem marcar a data do casamento. Minha apresentação, as minhas propostas com o Mão Santa é começar a construir uma governabilidade. É um namoro e se transformar em um noivado será muita honra” [...] “Não conversei com Ciro e nem com de qualquer outra pessoa do partido. Não pretendo retornar ao PP, não deu certo e a gente parte para outra, o que ficou, ficou. [...] Estou aguardando o momento certo para mudar de partido, de acordo com a lei da fidelidade partidária, para poder disputar por outro partido. A data é março do ano que vem, quando se abre a janela partidária. O Brasil está acima de interesses políticos. Não sou um homem de partido, sou um homem de governo, sou um homem de país”.

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