Política

Bancada dividida na votação da denúncia contra Temer

Foram cinco votos a favor de Temer, quatro votos contra e uma ausência
Fonte: Câmara dos Deputados | Editor: Paulo Pincel 26/10/2017 09:35
Ministro Eliseu Padilha com o presidente Michel Temer Ministro Eliseu Padilha com o presidente Michel TemerFoto: Beto Barata /PR

Como já era esperado, a bancada federal do Piauí se dividiu em relação à votação de mais uma denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara dos Deputados. Foram cinco votos a favor de Temer, quatro votos contra e uma ausência. O resultado final da votação foi o seguinte: 251 votos sim; 233 votos não, 25 ausências e duas abstenções.

Os deputados federais Átila Lira (PSB), Heráclito Fortes (PSB), Júlio César Lima (PSB), Iracema Portella (PP) e Paes Landim (PTB) mantiveram a “coerência” e votaram mais uma vez contra a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer pelos crimes de organização criminosa e obstrução de justiça.

A bancada aliada de Temer no Piauí já havia votado contra a admissibilidade da denúncia de rodrigo Janot de corrupção passiva contra Temer.

Votaram a favor da denúncia os deputados Assis Carvalho (PT), Fábio Abreu (PDT), Rodrigo Martins (PSB) e Silas Freire (Podemos).

O deputado federal Marcelo Castro, presidente do PMDB [partido de Temer] no Piauí, não apareceu para votar.

Os argumentos

Assis Carvalho abriu a votação da bancada federal do Piauí na Câmara. Ele disse que votavam “não” contra a privatização da Caixa Econômica Federal e Petrobras.

Átila Lira votou “pela estabilidade política, pela retomada da economia, voto sim no relatório do PSDB, do deputado Bonifácio de Andrade”.

Fábio Abreu votou contra Temer pela “moralização do país e contra a falência do Brasil. Meu voto é não”.

Heráclito Fortes elogiou o relator da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado federal Bonifácio Andrada (PSDB-MG) a encarnação da “seriedade”.

Júlio César Lima citou vários indicadores econômicos, a inflação, dos juros de 14% para 7,5% e pelo crescimento do PIB de negativo para 5,4% este ano.

Paes Landim falou tanto que o microfone foi cortado. Como fez Heráclito Fortes, Landim também rasgou elogios a Bonifácio Andrada,

Rodrigo Martins disse que votava “não” contra a corrupção, contra a formação de quadrilha.

Silas Freire foi o último a votar. E votou “não ao relatório porque a denúncia é grave e muito séria. Enquanto eu estiver aqui, eu não posso envergonhar o povo do meu Piauí”.

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