Educação

Alunos realizam pesquisa pioneira sobre bactérias no Rio Parnaíba

Piauí Hoje
Fonte: Uespi 04/03/2010 00:00 - Atualizado em 11/10/2016 18:34
A pesquisa, que foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí - FAPEPI, justifica-se por ser pioneira no município, bem como pela inexistência de dados locais a respeito da resistência bacteriana a biocidas de uso hospitalar. É também uma preocupação do grupo o desconhecimento de informações sobre de que forma o efeito dessas substâncias impacta o meio ambiente dos nossos rios, que têm uma população que se alimenta e sobrevive da pesca. Essas informações poderiam auxiliar, no âmbito das políticas publicas, sobre o uso da água e a responsabilidade do poder público em manter os rios com um mínimo de contaminação possível.Um grupo de seis pesquisadores, entre e alunos e colaboradores do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Piauí - UESPI, coordenados pela Pós-Doutora em microbiologia (UFMG) e professora da Instituição, Francisca Lúcia de Lima, descobriram a partir dos estudos desenvolvidos pelo projeto de pesquisa "Susceptibilidade a desinfetantes de bactérias isoladas de afluentes da rede hospitalar na cidade de Teresina" a proliferação de bactérias cada vez mais resistentes aos desinfetantes despejados pelos hospitais, nos leitos dos rios da capital piauiense. Quando esses microorganismos entram em contato com o homem, inicialmente, podem causar infecções urinárias, doenças do aparelho respiratório, bem como o aparecimento de lesões na pele.Segundo a professora Francisca Lúcia, a pesquisa, que teve início em abril do ano passado, encontra-se apenas na metade "estamos ainda observando até que ponto esses microorganismos são resistentes aos desinfetantes, que possuem uma grande quantidade de produtos químicos, que normalmente eliminariam essas bactérias". A professora se refere ao iodo, clorexidina e ao glutanoldeído. Ela explica que essas bactérias mais resistentes encontram-se especificamente em uma "boca de esgoto" situada no Rio Parnaíba, nas imediações da Ponte da Amizade, um local de grande movimentação tanto de pescadores como de banhistas.A pesquisa também põe em cheque a forma como a Agespisa vem tratando os esgotos da cidade. De acordo com o projeto, os resultados mostraram não haver diferenças significativas nas amostras isoladas antes do tratamento versus as amostras isoladas após o tratamento dos esgotos, indicando que o tratamento convencional de esgotos não constitui uma boa maneira de diminuição da contaminação dos cursos de águas por bactérias resistentes

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