Política Nacional

Administradora de grupo contra Bolsonaro é agredida a socos e coronhadas

Um deles acertou um soco em seu olho e, o segundo, uma coronhada em sua cabeça
Fonte: Estadão Conteúco | Editor: Paulo Pincel 25/09/2018 18:24
"Maria" foi agredida no Rio "Maria" foi agredida no RioFoto: Reprodução/Fábio Motta/Estadão Conteúdo

Uma das administradoras do grupo de Facebook Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, Maria Tuca Santiago, foi agredida na noite de segunda-feira, 24, quando chegava em casa, na Ilha do Governador, na zona Norte do Rio, por dois homens ainda não identificados.

O grupo, que já reúne cerca de 3 milhões de usuárias, foi hackeado e derrubado diversas vezes por homens que se identificaram como partidários do candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, desde que foi criado, há aproximadamente um mês. Várias mulheres do grupo foram agredidas verbalmente e receberam ameaças via internet.

A administradora do grupo conta que, quando chegou em casa, dois homens a aguardavam praticamente na porta. Um deles acertou um soco em seu olho e, o segundo, uma coronhada em sua cabeça. Um deles pegou seu celular e os dois correram até um táxi, que os esperava a cerca de um quarteirão de distância. A bolsa e outros pertences não foram levados.

Ela foi atendida no Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador. Maria fez o registro de ocorrência na 37ª Delegacia de Polícia e um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

Maria trabalha como coordenadora da campanha de um candidato a deputado estadual pelo PSOL. Ela conta que já foi xingada e ameaçada pela internet, mas que não tem como afirmar quem eram os agressores

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