Wellington e Marcelo Castro têm reunião decisiva em Brasília

Marcelo Castro com Wellington Dias Marcelo Castro com Wellington DiasFoto: Reprodução

PMDB e PT vão tentar acalmar os ânimos na base governista e selar a paz, mas bem distante de Teresina, onde a temperatura subiu muito desde sexta-feira (25). O governador Wellington Dias e o presidente do PMDB no Piauí, deputado federal Marcelo Castro, vão se reunir nesta quarta-feira (29), em Brasília.

Marcelo Castro concedeu várias entrevistas desde o encontro do senador Ciro Nogueira com Wellington Dias na sexta-feira da semana passada, quando teria reivindicado a candidatura a vice-governador na chapa majoritária, cujo direito de disputa continuaria sendo da atual vice-governadora Margarete Coelho. “Nós não esperamos outra posição do governador que não seja essa de que o PMDB estará na chapa majoritária de 2018. O PMDB trabalha para isso de uma maneira muito leal e transparente sem querer menosprezar ou tomar o lugar de ninguém”.

O presidente do PMDB foi informado pelos caciques do PMDB no Piauí de que houve uma reunião na sexta-feira entre as cúpulas do PT e do PP. “As notícias que chegam pra gente são as mais desencontradas. O que nós resolvemos foi procurar o governador para que ele possa dizer, de maneira oficial, o que realmente aconteceu nessa reunião. [...] Nós estamos tranquilos. O PMDB é inegavelmente hoje um dos partidos mais leais ao governador. Há uma reciprocidade por parte do governador com relação ao PMDB”, avaliou.

Marcelo Castro questionou como um partido com a força, a tradição, a importância, a significação política do PMDB poderia, vivendo o momento que o país está vivendo, ficar fora das decisões políticas num estado onde o governador foi eleito com o apoio do PMDB desde a primeiras hora?

“Eu entendo que é impensável, inconcebível, inadmissível e ficaria muito difícil o PMDB se explicar perante a opinião pública, perante os seus eleitores, perante o seu quadro político, que numa chapa majoritária que tem quatro vagas, um partido como o PMDB que tem um senador, um deputado federal, um suplente de deputado federal com praticamente 80 mil votos, sete deputados estaduais, não tenha direito a nenhuma dessas vagas”, considera o parlamentar

Castro faz as contas: são quatro vagas na chapa majoritária. E o PMDB reivindica apenas a de vice-governador. “O pedido do partido não é fora do propósito, pelo contrário, isso é bastante razoável e é o mínimo que o PMDB pode cobrar numa negociação política".

A 1.780 km distante do "olho do furacão", dois partidos da base vão conversar, isoladamente, mas o que for decidido pode não valer por muito tempo, já que outras forças políticas também reclamam sua parte neste latifúndio chamado governo. "A pedida do PMDB é uma coisa decidida, clara, transparente, todo mundo sabe disso. É uma coisa inquestionável. O PMDB trabalha para indicar o vice e o nome indicado é do Themístocles [Filho, presidente da Assembleia Legislativa]”, avisa Marcelo Castro.

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Paulo Pincel

Paulo Henrique Oliveira Barros Bacharel em Comunicação Social - Jornalismo - UFPI Especialização em Marketing e Jornalismo Político - Instituto Camilo Filho Escreve sobre política e outros assuntos

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