É O QUE EU ACHO

Por Fernando Castilho

Velha arte de matar para prevenir mortes

Imagem ilustrativa Imagem ilustrativaFoto: Reprodução/Google

É compreensível (mas não natural) que nossa imprensa durante os anos de guerra fria tenha adotado um lado para seguir, uma vez que vivíamos uma ditadura urdida em Washington.

Todas as vezes que líamos sobre Estados Unidos e União Soviética, este último era encarado como o bloco do mal.

Mas não é compreensível que nos dias de hoje, acabada a guerra fria, com o desmantelamento da União Soviética e o crescimento econômico e militar de uma Rússia não comunista, nossa imprensa ainda se coloque do lado americano, para o que der e vier, comprando muito facilmente, sem sequer, desconfiar, criticar ou debater, as notícias que são plantadas.

Os Estados Unidos seguiram a mesma estratégia adotada durante a invasão do Iraque, de afirmar ao mundo que a Síria usou armas químicas contra a população.

De olho no petróleo (que é fornecido preferencialmente à Rússia), Trump se acha no direito de bombardear o país.

Novamente se fala em eixo do mal, formado por Rússia, China e Irã contra o eixo americano do bem.

Infelizmente o Brasil, após a queda de Dilma, perdeu sua condição de livre negociador no mercado mundial e se atrelou de vez aos americanos. Foi por causa do Pré Sal que Dilma foi golpeada e que Lula está preso. Só ingênuos, incautos e incapazes de fazer uma análise geopolítica da situação mundial, não conseguem compreender isso.

É por isso que, como as pessoas simples do Facebook costumam fazer, a imprensa brasileira compartilha as fake news americanas, deixando de publicar o contraditório russo.

Vejam que, embora a Rússia seja acusada de fazer parte do eixo do mal, mesmo após os ataques americanos, ela não retaliou. Preferiu denunciar o ataque ao Conselho de Segurança da ONU.

A atitude russa é de uma responsabilidade exemplar pois o que está em jogo é a possível eclosão de uma terceira guerra mundial que, embora possa ser vencida pela Rússia em aliança com a China, certamente levaria o planeta ao caos com milhões de mortes de civis.

Mas se a provocação continuar, Putin, sabemos, não tem espírito de barata.

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