Vandalirismo: Poesia nos muros de Teresina

O amor não tem pressa O amor não tem pressaFoto: Aliniê Moura

Em Teresina, em pouco menos de 5 anos, a pichação e outras expressões da arte urbana tomaram de conta de seu corpo cotidiano, de suas ruas, muros e pontes, reflexo de uma cidade que se desenvolve em meio a carros modernos e fortalezas elétricas, ao mercado de trabalho e poesia de suas tardes, à mentalidade provinciana e modismos juvenis, dores, amores, sol e encontro dos rios.

Parte de sua juventude, rebeldes com milhares de causas, subvertem a ordem do conforto, do conservadorismo, da apatia da massificação e do ciframento das relações humanas. Buscam autenticidade, reconhecimento, criatividade, canalisam seus vulcões e tempestades psíquicas em expressões de linguagens próprias e significações ocultas nas plataformas espacias de toda a cidade.

Em meio à todas essas expressões de linguagem da pichação, uma vertente se ramifica e frutiflora no cotidiano da cidade, o "Vandalirismo", movimento que age deliberadamente subversivo, fazendo da poesia e da linguagem a força motriz de resignificação do ser humano no palco da cidade, na vida.

Veja alguns das poesias encravadas nos muros de Teresina:

"Paredes tem olhos

e ouvidos

boca também

O Pixo Grita!"

Paredes tem olhos Paredes tem olhos Foto: Samuel Brandão

e ouvidos e ouvidos Foto: Samuel Brandão

boca também boca também Foto: Samuel Brandão

o pixo grita ! o pixo grita ! Foto: Samuel Brandão

"Dinheiro é um papel pintado"

Dinheiro é um papel pintado

"Longe é aqui"

Longe é aqui

" O que pra lagarta é o fim pra borboleta é só o começo"

O que pra lagarta é o fim pra borboleta é só o começo

Formigas também são Deus Formigas também são Deus Foto: Samuel Brandão

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ARTEFATO

Samuel

Trabalha como DJ e proprietário do La Ville Ristobar

Sobre o Blog

O que acontece no espaço cultural "Teresina", localizado embaixo da Ponte Juscelino Kubitschek, na Marechal castelo Branco

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