Teresina vira um "blocão de sujos" no Carnaval sem água

Carnaval sem água Carnaval sem águaFoto: Montagem/Paulo Pincel

Onde vai parar a falta de respeito? Até quando vamos tolerar o descompromisso dos gestores e das empresas prestadoras de serviços com a população de Teresina? Acabaram com o Carnaval de clubes e de rua. Era uma vez a festa tocada a sopro e percussão. Virou história o desfile das escolas de samba... Agora, com a “privatização” da Agespisa, o teresinense vai ficar sem água durante o Carnaval.

Era só o que falta! O povo, desempregado e sem “uma banda” para viajar para Olinda, Recife, Salvador, Rio de Janeiro para viver os quatro dias de folia, vai ficar em casa para assistir o desfile das escolas de samba do Rio pela TV. Vai ficar em casa. Sem uma gota de água nem para fazer o caldo para curar a ressaca.

Se não juntar água de hoje até as 6h de segunda-feira (12), o folião da capital não vai ter água para beber, cozinhar, tomar banho, lavar a roupa e a louça... Será o Carnaval dos infernos, o pior já vivido em toda a história da cidade. Um desastre.

Como a massa passiva de brasileiros, que assiste calada ao que rola de podridão em Brasília, A sociedade piauiense permanece inerte sem se manifestar. Prejuízos para as famílias, comerciantes, empresários, mas ninguém se pronuncia.

A mesma omissão faz o Estado, que subdelegou os serviços de abastecimento de água de Teresina a uma empresa privada, a suspensão do fornecimento passou a ser semanal e ameaça ser diária. O privado, que aparece bonito na propaganda na mídia, acha que um aviso na TV resolve os mais de três, quatro dias sem água nas torneiras.

O povo, que amarga as consequências da corrupção, da incompetência e da má gestão pública [e privada], teve que adotar mais uma atividade na rotina diária já tão corrida: a de juntar água. Com bom humor, o teresinense reagiu à nota sobre a falta de água sugerindo nomes para os blocos de “sujos” que vão desfilar pelas ruas da capital neste Carnaval: “Catingaelê”, “Rastro de Pneu”, “Inhacativa”, “Fedeu mais eu”, "O troco no voto".

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