Pressão por vaga de vice é alibi para traição e rompimento

Paes Landim e Marcelo Castro com Wellington Dias Paes Landim e Marcelo Castro com Wellington DiasFoto: Jorge Henrique Bastos

Um bando de lobos, vorazes e famintos, brigando por um pedaço da carcaça. Essa é a imagem, a impressão que o eleitor piauiense tem ao acompanhar a “novela”, que se arrasta desde o ano passado, quando os partidos da base governista começaram a se engalfinhar pela indicação das candidaturas majoritárias. Depois do Progressistas, MDB e PDT, agora o PTB entra na polêmica sobre a indicação do candidato a vice-governador nas eleições de 7 de outubro próximo.

O presidente do PTB no Piauí, o deputado federal Paes Landim avisou neste final de semana que o partido não abre mão da vaga e já tem um nome para compor a chapa com Wellington Dias: o da deputada estadual Janainna Marques.

A deputada, inclusive, teria conversado reservadamente com o governador. E Wellington Dias admitiu - palavras de Landim - que o PTB fará parte das negociações para composição da chapa majoritária.

Além da vaga de vice-governador, os partidos aliados miram na segunda vaga de candidato a senador, já que a primeira é do senador Ciro Nogueira, que tentar a reeleição.

Fazendo barulho, criando dificuldades para Wellington Dias, alguns aliados tentam abocanhar um “naco” na chapa majoritária. Devem pensar assim: “ posso até não indicar o vice, mas quem sabe não sobra a segunda vaga de senador... ou de suplente de senador?”. A oposição, convicta, sabe que já há quem articule um “álibi” para um eventual rompimento. Ou seja, a pressão em Wellington não passa de cena. Estão arrumando motivo para abandonar o barco. E mudar de lado.

Comentários