BLOG DO DEUSVAL

Por Deusval Lacerda

O bravateiro Temer

Por Deusval Lacerda de Moraes

Sabe-se que o presidente Michel Temer tem muita coragem, pois golpear um País como ele sujeitou o Brasil, através do golpe parlamentar-constitucional-judicial, não é para qualquer um, agora, dirigir-se ao povo brasileiro como candidato à presidência da República, eu pessoalmente não acredito em hipótese alguma.

Acredito que é bravata de momento. Tenho certeza que é uma resposta ao ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso por quebrar o seu sigilo bancário e investigar o seu amigo coronel João Batista Lima Filho sobre as acusações envolvendo o Porto de Santos.

É improvável candidatar-se numa eleição majoritária presidencial quando seu governo, segundo pesquisa do instituto MDA de fevereiro de 2018, só tem 2,2% de aprovação, ou seja, está incluída na margem de erro.

Michel Temer, hoje, é a pessoa mais detestada do Brasil. Ele não consegue um único gesto para amenizar essa situação. Não tem carisma e, ainda mais, é seco, sorumbático, tem o ar imperial e, com exceção da governabilidade no Congresso Nacional, não dá satisfação a ninguém, até parece que só governa os três poderes, sem, contudo, existir a Nação.

Ele simplesmente é o reverso do que se poderia aceitar de uma candidatura presidencial, em que o postulante tenha carisma e carinho especial pela população, preocupa-se com seus problemas cruciais e apresenta crivelmente as soluções para as suas dificuldades e ainda demonstre confiança na busca dessas soluções.

Nada disso ele tem. E assim, sem qualquer apelo popular, fica difícil o seu próprio partido aceitá-lo como eventual candidato a presidente pelo malogro iminente. Sobre aliados é uma piada. Os seus aliados atuais são do governo e não de jornada eleitoral, e ele sabe muito bem disso.

Mas o principal dado para liquidar de vez a sua pretensão, é a esperança de dias melhores para o povo brasileiro que o pretendente tem de esforçar-se para convencer a maioria da população, e o presidente golpista é, paradoxalmente, o contrário, ele quer que os brasileiros se convençam que ele é o ideal para arrochá-los cada vez mais.

Assim dito, a notícia de que o presidente Michel Temer decide disputar a reeleição presidencial, de cargo que originou-se de ruptura institucional, não passa de jactância, vaidade, que não tem a menor possibilidade de concretizar-se. A sua disputa não passaria de votação pífia, ridícula, que só se tornaria risível, visível e insofismavel a sua incapacidade democrática de chegar ao Palácio do Planalto.

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