Nos EUA, Wellington ganha duas semanas de trégua

Wellington Dias em visita à Fundação Antares Wellington Dias em visita à Fundação AntaresFoto: Ascom Antares

A viagem aos Estados Unidos, para acompanhar os exames da filha Danielle no Centro de Pesquisas Neurológicas da Universidade da Filadélfia, deu ao governador do Piauí, Wellington Dias (PT), duas semanas de trégua da pressão que vem sofrendo dos aliados pela indicação de candidato na chapa majoritária em 2018.

Serão dez dias a léguas da briga pelas duas vagas que ainda restam na base governista, onde o que não falta é interesse. Depois de PP e PMDB protagonizarem uma troca de farpas na TV e nas mídias impressas e digitais, a vez agora é do PDT, do presidente estadual Flávio Nogueira, que avisou: não desistimos de compor a chapa majoritária.

“Não adianta mais falar sobre isso, porque todo mundo já sabe que o PDT quer participar da chapa majoritária. Todos os outros integrantes da base sabem disso. O governador não prometeu a ninguém cargo de vice e de senador. No momento oportuno conversaremos”, ponderou Flávio Nogueira, que é candidato a deputado federal.

Outro que também não esconde de ninguém que está na briga por uma vaga majoritária é o presidente do PSD, deputado federal Júlio César Lima. Só aí já são quatro partidos brigando pelas vagas de vice-governador e senador.

O PP, que já tem confirmada a candidatura à reeleição do senador Ciro Nogueira, quer que Margarete Coelho continue vice de Wellington Dias em 2018.

O PMDB não abre mão de indicar o presidente da Assembleia Legislativa, Themístocles Filho, como candidato a vice. O argumento é que o PMDB é um partido forte e tem que fazer parte da chapa majoritária pela importância que teve na última eleição de Wellington Dias. PDT e PSD também não querem nem saber quem pintou o céu de azul.

E vale lembrar que o PT bateu o martelo e quer indicar, além de Wellington Dias, Regina Sousa como candidata à reeleição.

Em resumo: é partido demais para vagas de menos. E o governador está pressionado. A oposição, de longe, torce para que a base rache após o réveillon.

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