CONCISO

Por Joaquim Lourenço

Artigo Joaquim Lourenço: Não para

Cláudia Cruz Cláudia CruzFoto: Divulgação

“Há duas horas que não acontece nada no Brasil”. Vi essa frase em um “meme” da rede social em alusão à dinâmica ocorrida no decorrer da semana. A expectativa maior dava-se na seara política, mais precisamente na esperada saída do presidente ilegítimo, fato este a encontrar uma resistência para não deixar o cargo. Os motivos ele os tem, mas não há quem consiga convencer-se de serem republicanos. Ao contrário, seu nome está muito envolvido com escândalos de corrupção e continuar sendo o chefe do executivo garante-lhe uma certa segurança.

Por conta desse comportamento reprovável e que não faz jus a um estadista, o Brasil vive uma guerra e economia em frangalhos. Manifestantes tomaram o congresso demonstrando claramente não apoiarem qualquer proposta do governo. Parlamentares da oposição, embasados pelo clamor das ruas e pela fragilidade na qual se encontra a situação, conseguiram frear a tramitação das reformas, vistas por todos – apontam quase 95% - como retrocesso social.

Toda essa celeuma deu-se apenas no campo politico. Indo para a seara jurídica, mas sem desvencilhar daquela, como - no mínimo - não ficar “surpreso” com a decisão da 1ª instância de Curitiba, representada pelo Dr. Sérgio Moro, de absolver a mulher do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, a senhora Cláudia Cruz? Logo esse juiz tão implacável e que ainda mantem a ex-primeira-dama, Dona Marisa Letícia, sob investigação mesmo sendo pedida – e não atendida – sua exclusão do processo, por motivo de falecimento.

Detalhe que mesmo absolvida do crime de corrupção, o juiz mandou a senhora Cláudia Cruz devolver uma grande quantia. Ficou confuso? Não está só.

E como não ficar perplexo perante os vídeos mostrando a agressão de um filho, aparentando seus 40 anos, à sua mãe idosa? A repercussão foi tamanha que a prisão do indivíduo, residente em São Luís capital do Maranhão, ocorreu de forma rápida. Não cheguei a ver tais imagens, feitas pela mulher e filho do acusado. Nem senti vontade, tenho pais idosos e sei do quanto não é fácil a convivência, procuro muito ter paciência com eles, pois eles têm de sobra comigo e nunca poderei furtar-me do amor e carinho recíproco que possuímos. Diante disso, desejo que esse agressor tenha a lição merecida e se redima com sua mãe, tenho certeza ser a maior sofredora por ver o quê sua cria tornou-se e por ser mãe acredita na regeneração.

Pra encerrar, um fato peculiar ocorrido comigo. O senso de justiça sempre se fez presente na minha personalidade e não por acaso busquei formação jurídica. Mesmo assim, ao saber de uma agressão a uma cidadã conhecida (novamente pela rede social), não quis saber e compartilhei logo sem ouvir a outra parte; ao ponto, mais tarde, sabedor da versão oposta e mesmo não o tendo entre meus amigos, tive de apresentá-la em minha rede, porque era minha consciência imperando. O caso também é chocante e, devido a delicadeza por envolver idoso também, não encontrará o desfecho tão rápido.

Realmente a cada instante podemos nos surpreender com o noticiário, mas nada mal seria que desse uma parada ao menos por uma semana, porque está feia demais a situação.

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Joaquim Lourenço

Joaquim Lourenço é licenciado em Letras pela Universidade Federal do Piauí e advogado pela FAP Mauricio de Nassau

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