Margarete Coelho não descarta candidatura ao governo em 2018

Vice-governadora Margarete Coelho e governador Wellington Dias Vice-governadora Margarete Coelho e governador Wellington DiasFoto: Paulo Pincel

Qualquer semelhança não é mera coincidência. A vice-governadora Margarete Coelho (Progressistas) permaneceu calada o quanto pode. Advogada de largo conhecimento, política articulada, mulher empoderada, Margô ouviu até não poder mais o discurso de aliados sobre o direito de partido A ou B de indicar essa ou aquela vaga na chapa majoritária. Decidiu dar a cara a tapa. E foi à luta.

O que era uma possibilidade, virou certeza: Margarete Coelho está viva, politicamente falando, e será candidata. Já se fala até na possibilidade de sua candidatura a governadora. "Estou à disposição", avisa.

“Se isso for o cenário que se compuser, eu vou estar à disposição, eu nunca neguei isso, eu nunca me recusei a responder essa pergunta. Claro que eu tenho que ter um capital político para me colocar à disposição de disputar qualquer cargo para meu partido [...] A sociedade está cansada, os cidadãos estão cansados desse debate meramente político, quem fica com o que, quem ocupa que cargo, não é isso, é debater o Piauí, as viabilidades, o que a gente pode fazer pelo Piauí. A gente tem que trabalhar para ter serviço prestado, ter o que mostrar para sociedade. Aí você pleiteia o apoio do povo”, externou a vice-governadora, nas conversas com os jornalistas.

Essa história de disputar por vaga, traição... lembra uma outra muito parecida, com um certo ex-prefeito. Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa, em 1994, foi escanteado pelo PPR (ex-PDS) de Lucídio Portela, numa reunião histórica na vice-governadoria, por trás do Palácio de Karnak.

Mão Santa queria ser o candidato a vice-governador na chapa governista, encabeçada por Átila Lira (PFL). Lucídio Portela, padrinho politico do vice-governador Guilherme Melo, mandava no governo e no PPR e indicou Marcelo Coelho vice de Átila.

Mão Santa deixou a reunião xingando as paredes. Fulo, anunciou a saída do PPR. Dias depois ingressava no PMDB. E era lançado candidato a governador do Piauí pela coligação Resistência Popular. Mão Sana acabou eleito em segundo turno com apoio de três prefeitos, dos 148 que havia no estado.

Átila Lira, que o IBOPE apontava como favoritíssimo, chegando a alcançar 60% da preferência do eleitor no primeiro turno, amargou a pior derrota de um grupo político na história do Piauí, que fez dois senadores – Freitas Neto e Hugo Napoleão -, elegeu oito dos dez deputados federais e 22 dos 30 deputados estaduais. Em 1994, a coligação Vontade do Povo fez cabelo, barba e bigode, mas não elegeu o governador. É o que dá futucar a onça com vara curta.

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Paulo Pincel

Paulo Henrique Oliveira Barros Bacharel em Comunicação Social - Jornalismo - UFPI Especialização em Marketing e Jornalismo Político - Instituto Camilo Filho Escreve sobre política e outros assuntos

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