Marcelo Castro admite "meio chute" ao revidar agressão no aeroporto

Marcelo Castro foi cercado e xingado no aeroporto de Teresina Marcelo Castro foi cercado e xingado no aeroporto de TeresinaFoto: Reprodução

Ainda se recuperando do sufoco que passou no saguão do Aeroporto Petrônio Portela, em Teresina, o deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI) comentou o incidente de ontem (15) à tarde, quando foi cercado e teria sido agredido física e verbalmente por manifestantes. Comoreação "institiva", desferiu um "meio chute" contra uma manifestante que o teria agredido com uma "bandeirada".

O deputado chegou para embarcar rumo a Brasília e foi logo cercado e hostilizado por um grupo de manifestantes, que aguardava os integrantes da bancada federal do Piauí no Congresso para pressiona-los a votar contra as reformas propostas pelo presidente Michel Temer.

"Eu entendo, sempre entendi que é um direito da população se manifestar. Acho que o homem público tem que estar preparado para isso. O que eu não estou preparado, nem você, nem ninguém: é para levar pancada. Agressão física não pode. Eles podem me vaiar, podem discordar da minha posição, podem até me xingar, tudo bem. Mas me impedir de entrar, eles não podem", reclamou o deputado em entrevista de Brasília a uma rádio da capital.

Marcelo Castro diz que foi empurrado e levou uma pancada na cabeça. Admitiu que revidou à agressão, mas que conteve o gesto, que chamou de “meio chute”. "Alguém me empurrou e me deu uma bandeirada na cabeça, de costas. Automaticamente, instintivamente, impulsivamente, eu me virei para revidar a agressão. Mas quando eu me virei para revidar, automaticamente eu caí em mim, na minha consciência: ‘eu não posso fazer isso, eu sou um homem público’. Então eu me contive, mas eu já tinha disparado o pé. Quem assistir o vídeo vai ver perfeitamente que foi um meio chute", assumiu o parlamentar.

"E o que é pior, gritando palavras de ordem me chamando de golpista. ‘Golpista, golpista, golpista’. Esse povo deve estar doido porque golpista, segundo eles mesmos, não são aqueles que votaram pelo impeachment da Dilma?", brincou.

Reclamando das agressões físicas, fora os xingamentos, Marcelo Castro disse que estuda qual postura vai adotar a partir de agora, depois do incidente dessa terça-feira (15).

"Chamar de golpista, uma pessoa que esteve na iminência de ser expulso do partido [PMDB] porque votou contra o impeachment, que eles chamam de golpe? Oxente! Então esse povo está no mundo da lua. Agora tudo isso é direito de manifestação e nós, como homens públicos, temos que preservar. Agressão física, não pode", insistiu.

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