Janela é a desculpa da vez para adiar indicação do vice

Solenidade na sede da APPM Solenidade na sede da APPMFoto: Jorge Bastos

Janeiro já foi, fevereiro também. Março começa e a indefinição na base governista continua. A bola da vez agora é a janela partidária. Até 7 de abril, os políticos vão poder trocar de partido sem correrem o risco da perda de mandto por infidelidade. Esse vais er o argumento do governador Wellington Dias até lá.

"Vamos conversar com as lideranças partidárias. Temos que saber quais secretários vão se afastar. É preciso esperar a janela política para que as filiações sejam definidas", esquivou-se o chefe do Executivo, na solenidade da APPM. "Tudo será definido com diálogo. Depois que esses pontos forem resolvidos, como um técnico de futebol, vamos decidir quem assumirá qual vaga", avisou.

A pressão, que já era grande no final do ano passado, aumentou nas últimas horas, com as principais lideranças bucando a mídia para colocar suas "condições" para continuar apoiando o projeto político de Wellington Dias por mais quatro anos de mandato.

A questão é: quem vai ser o vice na chapa de Wellington Dias? E quem vai disputar a outra vaga ao Senado, já que uma já tem o senador Ciro Nogueira como candidato à reeleição? Enquanto o governador viaja, descoversa - como se diz: empurra com a barriga - os aliados pressionam para abocanhar um naco do bolo.

Além da possibilidade de assumir o governo - em abril de 2022, é quase certeza que Wellington Dias deixe o cargo para concorrer ao Senado Federal - tem gente de olho nos oito anos de mandato de senador ou mesmo nos quatro anos no Senado, já que Ciro Nogueira pode ser o candidato governista em 2022 e se eleger governador, abrindo a vaga para o suplente.

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