Ex-assessor de Firmino tenta o que o prefeito não conseguiu

Sérgio Bandeira abraça Firmino Filho Sérgio Bandeira abraça Firmino FilhoFoto: Sérgio Bandeira/Facebook

"A traição de Jeová - A Maldição do Chupetinha", novela que se arrasta há mais de dois meses sem nenhum sucesso por parte dos aliados do Palácio da Cidade, promete novos e emocionantes capitulos nos próximos dias.

Depois da tentativa infrutífera de barrar a votação na Câmara [inclusive com ligações para os vereadores aliados e até para políticos de outros partidos e de fora da Câmara]; após os vários ataques ao próprio poder, quando a Câmara Municipal de Teresina passou a ser chamada de "puxadinho" pelos tucanos e aliados, os correligionários do prefeito Firmino Filho decidiram apelar para os subterfúgios judiciais - leia-se mandado de segurança, liminar - para reverter no tapetão o "resultado democrático da urna", como prega a oposição.

Homem da confiança do prefeito e assessor parlamentar, lotado no gabinete do vice-prefeito Luiz Júnior, até o dia 8 de janeiro deste ano [onde recebia quase R$ 5.200,00 por mês, fora os vales], o suplente de vereador e presidente da Comissão Provisória do Diretório Estadual do Partido Social Liberal (PSL) no Piauí, Sérgio Bandeira, ingressou com Mandado de Segurança na 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública. O mandado, com pedido de liminar, tenta anular a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Teresina. A Câmara vai reagir.

Realizada no dia 16 de novembro de 2017, a votação reelegeu, por 17 votos contra quatro, o atual presidente Jeová Alencar (PSDB). A ação alega que a eleição ofendeu os princípios da legalidade, moralidade e publicidade, “bem como o princípio da vinculação dos atos administrativos, consistindo em ato manifestamente ilegal e contrário ao Estado Democrático de Direito”.

A manobra, que teria partido de dentro do Palácio da Cidade, causou indignação entre os vereadores, que prometem reagir. “Eu acho que o prefeito Firmino usa de uma estratégia de intolerância à democracia, se utilizando de um partido, que inclusive participou, votou o requerimento e na eleição, que foi o vereador Luís André, do PSL, que votou conosco no dia 16”, acusou o vereador Edilberto Borges, o Dudu (PT).

Só dá Bandeira

Sérgio Bandeira foi empossado em 2013 secretário executivo da Secretaria Municipal de Comunicação Social, com salário de R$ 6.627,08. Em 2015, Bandeira assumiu o cargo de secretário executivo de Governo da Prefeitura de Teresina. Lá ficou até 2016, recebendo R$ 7.805,70 por mês. Em 2017, o suplente de vereador foi rebaixado a assessor técnico (Nível Superior II, do Grupo de Trabalho de Projetos Estruturantes de Intervenções Urbanas, na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação. O salário também diminuiu pela metade: R$ 3.403,40.

No dia 12 de dezembro do ano passado, Bandeira foi exonerado para assumir o cargo de assessor parlamentar de Luiz Júnior, com R$ 5.120,02 de vencimento. No dia 8 de janeiro passado o suplente foi exonerado. No dia 1º de fevereiro, Sérgio Bandeira ingressou com o Mandado de Segurança. Bandeira tenta conseguir na Justiça o que o próprio Firmino Filho não conseguiu em novembro. Desde então, só pioraram as relações com aliados, agravadas com as sucessivas declarações na mídia. Tudo se resume numa só palavra: desgaste. Tem gente dando bandeira. É como coisa azeda: quanto mais mexe, mais fede.

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