Criação de secretarias com mesma finalidade provoca reação na base

Bancada reunida com o governador do Piauí, Wellington Dias Bancada reunida com o governador do Piauí, Wellington DiasFoto: Reprodução

A reforma administrativa do Estado, apresentada à base governista na noite de ontem e detalhada nesta terça-feira (12) pela Coordenadoria de Comunicação do Governo do Estado, promete extinguir órgãos com a mesma finalidade, isto é, não haverá sobreposição de atividades. Exceto na agricultura, onde PT e PSD brigam pela SDR.

“Acaba a sobreposição de ações. Secretarias não podem mais fazer atividades pertinentes de outras. Com essa mudança, somente a Secretaria das Cidades fará obras de mobilidade urbana”, citou o deputado estadual Franzé Silva, ex-secretário de Estado da Administração.

A oposição, que já vinha criticando o que chamou de “reforminha”, deve pegar pesado na Assembleia Legislativa. Como se tivessem com a caneta na mão, os adversários do PT e aliados têm ocupado a tribuna para ditar o que o governador deve fazer. E vão repetir que Wellington Dias prega uma coisa e faz outra.

Já se sabe que a reforma, anunciada desde o ano passado, vai criar duas secretarias para gerenciar uma mesma atividade: a agricultura. A Secretaria de Desenvolvimento Rural é alvo da disputa entre dois partidos: o PT, do deputado Francisco Limma, e o PSD, do deputado federal Júlio César, pai do deputado Georgiano Neto.

A SDR vai virar duas: a Secretaria de Desenvolvimento da Agricultura Familiar, que continua sob a tutela do deputado Limma, e a Secretaria do Agronegócio, que será entregue aos Lima, pai e filho.

"Acho que o governador renomeia a secretaria e cria uma pasta do agronegócio. Confesso que não vejo isso como algo negativo. Acho que quando se separa, pode facilitar o andamento das duas áreas. Acho importante essa medida do governador", desconversou Limma, que é líder do Governo na Assembleia Legislativa.

Os deputados presentes à reunião de ontem no Palácio de Karnak ouviram do governador, e assinaram embaixo, de que não haverá convocação de ninguém para secretaria, como houve na gestão passada, quando mais de 12 suplentes foram convocados para substituir deputados que assumiram cargos de 1º escalão no Executivo.

A proposta de criação das duas pastas na agricultura já é alvo de críticas, inclusive da base governista no Legislativo. Tem aliado gritando, reclamando que se é para economizar, “cortar na carne”, todos têm que dar sua contribuição. Todos, indistintamente. E a reforma deve ser alterada nesse sentido.

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Paulo Pincel

Paulo Barros é formado em Comunicação Social-Jornalismo/UFPI; com Especialização em Marketing e Jornalismo Político/Instituto Camilo Filho

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