PMDB se reúne para definir "plano B" em 2018

Reunião da Executiva do PMDB do Piauí Reunião da Executiva do PMDB do PiauíFoto: Reprodução

O PMDB pode apoiar dois candidatos ao Senado Federal: o ex-governador Wilson Martins (PSB) e o deputado federal Júlio César Lima ou Dr. Pessoa (PSD). Por enquanto, essa é apenas uma possibilidade, mas a tese ganha corpo entre as lideranças do PMDB.

Ontem (4), enquanto o presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, recebia o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), e o prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), no “forno” que se transformou o auditório do Edifício Paulo VI, onde acontecia a filiação de 18 prefeitos municipais, a menos de 150 metros, na Assembleia Legislativa, os principais caciques do PMDB se reuniam a portas fechadas no gabinete do presidente Themístocles Filho.

O objetivo da reunião no Palácio Petrônio Portela foi avaliar o momento de instabilidade na base governista com a queda de braço entre PP e PMDB para saber quem vai indicar o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo governador. O PMDB não abre mão de Themístocles como o vice de Wellington Dias em 2018.

Nenhum dos participantes do encontro comentou o que foi acertado pela cúpula peemedebista, exceto o líder do partido na Assembleia, deputado João Mádison, que minimizou a festa progressista com a adesão dos prefeitos.

Lembrando o ex-padrinho Mão Santa, que se elegeu com apoio de três prefeitos, e do ex-governador Wilson Martins, que perdeu a eleição ao Senado, mesmo tendo o apoio de 80% dos prefeitos, João Mádison alertava de que prefeito, sozinho, não ganha eleição e que a estratégia do PP de cooptar prefeitos de outros partidos pode não surtir o efeito pretendido.

“Temos que trabalhar para que a base possa se unir. Tenho vontade danada de votar no Ciro, mas acho que a maneira com está sendo feito não é a maneira feliz...que talvez não seja a melhor. Prefeito é importante, mas o povo é que vai julgar, se está certo ou de se cooptar prefeitos de outros partidos. O senador Ciro é um grande senador, articulado. Nós temos um outra política, de trabalhar com os amigos para nos fortalecermos”, alfinetou João Mádison.

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