Artigo Joaquim Lourenço: Enfim, está fora

Michel Temer Michel TemerFoto: Agência Brasil

Começo este texto pouco tempo depois do segundo pronunciamento do presidente ilegítimo, reafirmando sua continuação à frente do executivo. Esse fato, pela segunda vez em menos de três dias, já demonstra cabalmente o fim melancólico de seu governo e, também, de um político medíocre, incapaz, vil e não zeloso com a ética no tratamento dos interesses republicanos.

Em 2010, ano da composição da chapa com a então candidata do PT, Dilma Rousseff, à disputa presidencial, Michel Temer era deputado federal por São Paulo, presidente nacional do PMDB e – há quem considere – já estava pensando seriamente em sua aposentadoria da vida pública. Não por vontade própria, mas porque sabia não possuir mais votação a garantir-lhe retorno. A indicação de vice com o PT caiu como luva em suas mãos.

No primeiro mandato, sem nenhum escândalo de proporções gigantescas, considera-se ter feito o serviço no qual se propôs: ajudar a presidência a colocar em prática o plano de governo proposto e assim apresentar o resultado à população. E o governo vinha bem até junho de 2013, fato esse ser de conhecimento de todos e onde foi o início do descaminho.

Repete-se a cabeça de chapa para 2014 e uma realidade bem diferente os acompanha. Em uma eleição de dois turnos, Dilma sagra-se vencedora com uma margem de 3 milhões de votos de diferença para o segundo candidato, o mineiro Aécio Neves.

Cansado de ser “vice decorativo”, junta-se aos derrotados nas eleições e começam a por em prática a sabotagem - como pautas bombas e não aprovação de projetos de interesse do país – levando o país a uma das piores crises políticas e que dariam todo clima para a derrubada da presidente legitimamente eleita.

Uma vez golpeada a democracia, o ilegítimo inicia o mandato totalmente divergente do projeto de governo popular. Medidas maléficas à camada mais pobres são aprovadas, mudanças favoráveis ao patronato idem, riquezas como o petróleo da camada do pré-sal praticamente doado à empresas estrangeiras, o fiasco da economia e quase todo seu ministério envolvido em corrupção, levam a aprovação do ilegítimo aos menores patamares já registrados.

A queda do golpista é dada como certa, pois além da debandada de membros de sua equipe seus aliados já tentam convencê-lo de ser a melhor escolha. Findando o período marcado como retrocesso, desmonte das instituições e que uma corja de corruptos tomaram o poder para livrarem-se da punição de seus crimes, tendo Michel Temer como um dos principais articuladores. No mais, confirmando sua saída, vade retro.

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CONCISO

Joaquim Lourenço

Joaquim Lourenço é licenciado em Letras pela Universidade Federal do Piauí e advogado pela FAP Mauricio de Nassau

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