A Veja não muda. O alvo é sempre Lula e o PT; da direita ela só "chuta cachorro morto"

Entre os implicados, estão o presidente Michel Temer, o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) Entre os implicados, estão o presidente Michel Temer, o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)Foto: © Ueslei Marcelino

Alguns petistas insistem na teoria da perseguição de alguns veículos de imprensa, com a revista Veja e a Rede Globo, ao PT e ao ex-presidente Lula. E têm razão para isso. E podem também incluir nesse mapa da perseguição parte da PF, do MPF e do Judiciário.

Neste fim de semana, a Veja detonou o tucano Aécio Neves. O senador mineiro é um dos políticos mais delatados na Lava Jato. Mas só agora a Veja descobriu isso.

Nas redes sociais os petistas menos avisados são orientados a desprezar a Veja. "Não leiam e nem se empolguem com a Veja. Está chutando cachorro morto. Só bate em Aécio agora porque ele não tem mais nem 1% de popularidade em Minas Gerais", diz um petista no Facebook

A explicação seguinte é que o PSDB já descartou o senador José Serra, Geraldo Alckmim e agora Aécio Neves de uma futura candidatura a presidente. Os três foram atingidos em cheio pelas relações de executivos da Odebrecht. Mas não são alvos do juiz Sérgio Moro, dono da Lava Jato.

As últimas pesquisas de opinião pública mostram os tucanos no fundo do poço. Perdem até para o ultra-direita Jair Bolsonaro. Ao mesmo tempo mostram crescimento vigoroso da popularidade do ex-presidente Lula, apesar de todos os ataques a ele e ao PT.

A Veja, como veículo simpático aos tucanos, já percebeu que eles estão sem saída para disputa em 2018. Tanto isso é verdade que já estão apelando para nomes como o do prefeito de São Paulo, João Dória, e até global Luciano Hulk. Tudo pra vê se cola.

Os petistas também sabem que , quando a Veja sai do ataque ao PT e Lula por uma semana, podem esperar que na semana seguinte vem matéria requentada com denúncias até mentirosas, como várias já publicada pela revista que jornalista Paulo Henrique Amorim chama de "detrito sólido".

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Luiz Brandão

Luiz Brandão é jornalista e bacharel em Comunicação Social, formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há mais de 36 anos e trabalhou em rádio, TV e jornal. Foi foi repórter da Rádio Difusora, Rádio Poty, da TV Timon, da TV Antares e da TV Meio Norte e também dos O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Atualmente é diretor de jornalismo do portal Piauí Hoje.com

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